Costa Vicentina de mota: de Lisboa a Sagres num dia
Há viagens que não precisam de grande preparação para nos ficarem na memória. Esta foi uma delas.
Andava há muito tempo para percorrer a Costa Vicentina de ponta a ponta, de Lisboa a Sagres, e parecia-me que fazê-lo de mota era a forma certa de viver o percurso. Sem horários rígidos, sem grandes planos fechados, apenas com vontade de seguir estrada, parar onde fizesse sentido e aproveitar tudo o que a costa fosse mostrando pelo caminho.
A ideia não era descobrir tudo de uma vez, porque isso seria impossível num só dia. Era antes fazer um primeiro grande passeio, ligando alguns dos pontos que já conhecia a outros que ainda estavam por visitar, sempre com o mar por perto e sem pressa de chegar ao destino final.
Travessia até Tróia
Mudança de planos e ferry para Tróia
09h00 – A saída de Lisboa acabou por não acontecer exatamente como tinha imaginado. Houve um pequeno atraso logo de manhã, e isso obrigou-me a cortar parte do plano inicial, que incluía passar pela Arrábida antes de seguir para Setúbal. Para recuperar tempo, tive de recorrer mais cedo à autoestrada, coisa que queria evitar.
Também não contava com outro detalhe: só haver ferry mais tarde do que esperava. E isso, num dia com tantas paragens previstas, faz logo diferença.

O arranque da viagem
Já na península de Tróia, a viagem começou verdadeiramente.
Céu azul, estrada nacional, pouco trânsito, nada de buzinas, nada de semáforos. A partir dali entrou-se naquele modo de condução em que o importante deixa de ser chegar rápido e passa a ser simplesmente seguir.
Foi também o troço mais longo sem paragens, cerca de uma hora sempre a rolar, com a paisagem a mudar devagar e a sensação boa de liberdade que só certas viagens conseguem dar.
Primeira paragem: Sines
Castelo de Sines e a primeira pausa séria
A primeira grande paragem foi em Sines.
Terra natal de Vasco da Gama, a cidade não terá mais de 20.000 habitantes, embora no verão este número aumente devido à sua proximidade com o mar e as boas praias em redor.
Embora já lá tivesse estado outras vezes, nunca tinha subido ao Castelo de Sines com tempo para ver a vista com calma. E vale sobretudo por isso. Não é um castelo que impressione pela escala, mas funciona muito bem como primeiro ponto para abrandar, esticar as pernas e olhar finalmente para o mar já com outra disponibilidade.
Foi também ali que senti que a viagem tinha deixado de ser só deslocação e passava a ser passeio a sério.




Entre Porto Covo e Vila Nova de Milfontes
Almoço junto à Ilha do Pessegueiro
12h20 – Depois de Sines, continuei sempre o mais próximo possível da costa, evitando algumas das estradas mais diretas. Primeiro a Praia de São Torpes, e depois foi Porto Covo que apareceu pelo caminho quase como tinha de aparecer, até porque é daqueles sítios que me fazem lembrar logo a música do Rui Veloso.
Ainda não tinha decidido onde iria parar para almoçar, mas acabou por surgir uma boa solução junto à Ilha do Pessegueiro, no Restaurante A Ilha, com vista para um dos cenários mais conhecidos daquela zona. O forte e a ilha continuam a ser duas referências muito marcantes da costa alentejana.


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O susto na estrada de areia
13h30 – Foi também por aqui que aconteceu a asneira do dia.
Na tentativa de encurtar caminho, deixei-me levar por uma estrada que no mapa parecia mais inocente do que realmente era. Acabei metido num troço de areia fina, daqueles em que a mota começa a fugir de lado e a confiança desaparece depressa.
Ainda pensei que talvez desse para seguir, mas bastaram poucos metros para perceber que era melhor não insistir. Dei meia volta com calma e preferi perder alguns quilómetros do que arriscar cair ali por teimosia.
Foi um susto pequeno, mas suficiente para ficar na memória do passeio.
O Klemens em Vila Nova de Milfontes
Em menos de meia hora estava já em Vila Nova de Milfontes, junto ao velho navio Klemens, encalhado há mais de 20 anos na Praia do Patacho e que terá dado à costa devido à inexperiência dos quatro tripulantes.
Já lá tinha passado várias vezes, mas nunca tinha ido de propósito até ali. E a verdade é que resulta sempre bem em fotografia, até porque há muito tempo que aquele casco passou a fazer parte da paisagem.



Rumo ao Cabo Sardão
A costa começa a mudar
15h15 – A partir de Vila Nova de Milfontes, a viagem ganhou outra graça.
Até ali, apesar de já haver costa e paisagem, continuava a sentir que estava numa zona relativamente familiar. Dali para baixo, comecei a entrar em partes da Costa Vicentina onde nunca tinha andado com tempo, e isso notou-se logo na forma como comecei a parar mais.
Entre Almograve e a Zambujeira do Mar fica o Cabo Sardão, muitas vezes referido como a “finisterra da costa alentejana”, ou seja, o ponto mais ocidental desse troço litoral.
Cabo Sardão e Praia do Cavaleiro
O Cabo Sardão foi um dos pontos que mais gostei de descobrir nesse dia.
Há ali qualquer coisa de muito simples e muito forte ao mesmo tempo: as escarpas, o farol, o mar lá em baixo e aquela sensação de ponta de mundo que certos cabos conseguem ter.
Bastaram poucos minutos parado para perceber que era um daqueles sítios onde apetece ficar mais do que o planeado. E isso, num dia longo como este, diz muito.
Um pouco mais a norte, a Praia do Cavaleiro também vale o pequeno desvio. Não tanto para ficar muito tempo, mas porque encaixa bem com o espírito daquela zona: costa recortada, pouca gente e uma sensação constante de espaço.


Zambujeira do Mar
Falésias, mar e silêncio fora da época alta
Depois do Cabo Sardão, a paragem seguinte foi a Zambujeira do Mar.
É impossível passar ali e não pensar no festival, mesmo nunca tendo ido. Mas a verdade é que, fora desse contexto e fora da época alta, a Zambujeira mostra outro lado. Mais calmo, mais vazio e mais fácil de apreciar.
A zona continua muito associada ao turismo, mas também se sente que vive da agricultura, da pesca e da vida local que ainda resiste fora dos meses de maior movimento.
Parei junto à Capela de Nossa Senhora do Mar e fui andando a pé pelas falésias. Não há muito para inventar sobre o que se sente ali: as vistas fazem o trabalho todo.

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Da Zambujeira até Aljezur
O desvio que ficou para outra viagem
17h00 – Com o tempo já mais apertado e ainda vários quilómetros pela frente, acabei por deixar Odeceixe para outra ocasião.
Foi uma daquelas decisões sensatas que custam um pouco no momento, mas que depois se percebe que eram a melhor opção. Uma viagem destas ganha mais se não se andar sempre a correr para “encaixar” tudo.
Praia da Amoreira
A sul de Aljezur, a Praia da Amoreira foi uma das paragens que confirmou bem o lado mais natural desta costa. A praia estende-se junto à foz da ribeira de Aljezur, criando uma zona estuarina muito própria e diferente de muitas outras praias da região.
É uma daquelas praias em que não se olha só para o mar. O encontro entre areia, rio, dunas e falésia cria um cenário mais completo e mais rico visualmente.

Praia da Arrifana
Mais abaixo surgiu a Praia da Arrifana, um dos nomes incontornáveis da costa oeste algarvia.
A paisagem aqui é marcada pela Pedra da Agulha, o rochedo que se ergue no mar e que continua a ser uma das imagens mais reconhecíveis desta parte da costa.
Ali, a estrada, a falésia e a vista encaixam mesmo bem. É uma praia muito procurada no verão e muito associada ao surf ao longo de grande parte do ano. Isso continua a notar-se hoje.
Com o sol já a descer, foi uma paragem mais curta do que eu gostaria, mas ainda assim daquelas que justificam claramente o desvio.

Carrapateira e Bordeira
Praia da Bordeira ao final do dia
30 minutos depois, a última grande praia do dia, a Praia da Bordeira, também conhecida por muitos como praia da Carrapateira.
Apesar de ficar mais perto da aldeia da Carrapateira do que da aldeia da Bordeira, o nome vem da Ribeira da Bordeira, que ali desagua e por vezes forma uma lagoa.
Foi uma excelente forma de fechar a zona de praias. Havia espaço, silêncio e aquela sensação de fim de tarde que já começa a puxar pelo último destino do dia.
O acesso pedonal por passadiços continua a tornar a aproximação fácil, e o conjunto da paisagem continua muito forte, sobretudo para quem gosta de praias mais abertas e menos fechadas sobre si mesmas.

Chegada a Sagres
Cabo de São Vicente
O último grande ponto do dia era inevitável: o Cabo de São Vicente.
É um daqueles lugares que não precisam de grandes apresentações. Continua a ser associado ao antigo Promontorium Sacrum romano e é reconhecido como o extremo sudoeste da Europa continental. Não é o ponto mais ocidental de Portugal continental – esse continua a ser o Cabo da Roca – embora alguns continuem a dizer que é o Cabo São Vicente, erradamente.
Chegar ali ao fim do dia, depois de tantas paragens, tinha um peso especial. Já não era só um cabo famoso. Era o fecho natural de todo o percurso.

Pôr do sol em Sagres
20h20 – A coincidência quis que a chegada acontecesse mesmo a tempo do pôr do sol.
Esses momentos são sempre difíceis de descrever sem cair em exageros, por isso prefiro deixá-lo como o senti: frio a começar a aparecer, vento forte, cansaço bom acumulado e a sensação de que o objetivo tinha sido cumprido.
Nem tudo correu como planeado, e ainda bem. Esse também é o tipo de detalhe que ajuda a fazer uma viagem ficar na memória.
São pouco mais de 300 km de estradas, na sua grande maioria boas, e sem trânsito.
Despeço-me, tal como me despedi no momento que partilhei esta foto nas redes sociais, com o pôr-do-sol e o Cabo São Vicente no horizonte…
“Não deixem para amanha o que podem fazer hoje, porque amanha pode ser tarde. E sejam felizes!”

Vale a pena fazer esta viagem?
Vale, sem grande dúvida.
Não porque dê para “ver tudo” num dia. Não dá. E também não é essa a ideia. Vale porque permite ligar alguns dos troços mais bonitos da costa portuguesa num só passeio, com mudanças claras de paisagem, várias paragens fortes e uma sensação constante de estrada aberta.
Do Alentejo ao sudoeste algarvio, o que fica mais na memória não é só um local específico. É o conjunto. A sucessão entre estrada, mar, falésia, praias, cabos e pequenas pausas improvisadas.
Resumindo a viagem, deixo os pontos de paragem (a negro) e de passagem (a itálico).
Mapa do Percurso e Pontos de Interesse
TOTAL de KMs: 325 km
- Lisboa [ início ]
- Setúbal [ ferry boat ]
- Tróia
- Comporta
- Sines
- Praia de São Torpes
- Porto Covo
- Ilha do Pessegueiro
- Vila Nova de Milfontes
- Praia do Cavaleiro
- Cabo Sardão
- Porto das Barcas
- Zambujeira do Mar
- Odeceixe
- Praia da Amoreira
- Arrifana
- Praia da Bordeira/ Carrapateira
- Farol do Cabo São Vicente
- Sagres [ fim ]
Dicas úteis antes de arrancar
Confirmar ferry e horários
Se o plano passar por atravessar para Tróia, o melhor é confirmar tudo no site oficial da Atlantic Ferries antes de sair.
Não tentar encaixar praias a mais
A Costa Vicentina parece simples no mapa, mas rende muitas paragens. Se tentares ver tudo no mesmo dia, arriscas andar sempre com pressa.
Atenção a desvios de terra ou areia
Em especial se fores de mota de estrada, convém mesmo não confiar cegamente no GPS.
Guardar Sagres para o fim do dia
Se conseguires encaixar o Cabo de São Vicente ao final da tarde, a viagem ganha outro fecho.
Mapa do percurso e ficheiro GPS para download
Caso pretendam o ficheiro para GPS, podem fazer download do ficheiro lisboa-sagres-costa-vicentina.zip. (incluí versões GPX, KML, KMZ e TRF).
Recomendo o MyRouteApp para planeamento das vossas viagens, e conversão para GPS.
Publicação original partilhada a 22 de fevereiro de 2016, e atualizada a 28 de março de 2026.
19 Responses
Obrigado pelas dicas, serviu para me inspirar para uma volta semelhante 😉
Obrigado João. De facto a Costa Vicentina tem muito por descobrir e as paisagens são espectaculares. Brevemente vou colocar online uma publicação da minha viagem aos Picos da Europa, também em duas rodas 🙂 Boas curvas!
Caro Nuno,
Tive conhecimento deste seu blog através de um amigo enquanto falávamos de uma ida aos picos da europa!
Fiquei fascinado com o enquadramento histórico dos locais de passagem e pela descrição pormenorizada dos trajetos.
Realmente é inspirador e ganhou mais um admirador.
Bem haja pelo excelente trabalho.
Obrigado pelas palavras Martinho Aldeia Nova. Comecei a andar de mota por “necessidade” mas rapidamente se tornou num bom vicio, e os Picos da Europa foram sem dúvida alguma um dos melhores passeios de mota que já tive a felicidade de fazer. As curvas, a paisagem e tudo o que envolve é simplesmente espectacular… pena estar tão longe de Lisboa se não já tinha lá voltado, como espero voltar um dia. No entanto, em Portugal também temos muito para aproveitar e a descida de Lisboa a Sagres pela Costa Vicentina, que foi a minha primeira viagem que realizei sozinho, passei por locais que nunca tinha visitado antes, e que valem bem a pena a visita. Dentro em breve vou adicionar mais duas viagens recentes que realizei, uma no Alto Alentejo e Beira Baixa, e outra em Espanha onde passei por Toledo, Segóvia e Ávila. Fique atento e boas curvas! 🙂
A partilha de informação dada da sua pessoa nota se em contar a sua aventura pela costa vicentina
Mas realmente ao transmitir a sua viagem nota se a informação que partilha dando a referência da mesma para que outros com a sua história possam também recorrer a essa partilha para a poder fazer assim como eu. Irei percorrer de moto
Com os melhores comprimentos
Abraço e boas curvas
Olá Márcio, e obrigado pelo comentário. É um passeio/ viagem muito bonita de se fazer, e brevemente espero voltar a repetir com mais calma pernoitando a meio caminho e aproveitando ainda mais as fantásticas vilas por onde passeio. Boas curvas!
Muito bom post, Deixou-me cheia de vontade de fazer a mesma coisa.
Acha que é possível seguir este mapa com um carro ou não é a melhor ideia?
Olá Marta, obrigado pelo comentário. Sim, este percurso dá perfeitamente para realizar em carro e não precisa ser um todo-o-terreno já que todas as estradas por onde passei são transitáveis por qualquer veículo. Em alguns locais vai apanhar estradas de areia, como na zona de Aljezur junto à praia, mas é mesmo assim. Gostei tanto deste passeio que já estou a planear repetir nos próximos fins de semana. 🙂
Esqueci-me de referir que pode fazer download do ficheiro com o percurso no final do artigo. No ficheiro ZIP encontra várias versões, incluindo uma que pode importar directamente para o Google Maps para ver as indicações do percurso. Qualquer dúvida é só dizer.
Acabei de ver este magnifico blog. Estava a planear conhecer A Costa Vicentina,mas como vivo em Angola o tempo de ferias é sempre curto.Com estas dicas todas vou de certeza desfrutar esta beleza,um abraço e continue assim a partilhar estas maravilhas,o meu obrigado.
Muito obrigado pelas palavras José. Espero ter ajudado com a publicação mas acima de tudo, espero de desfrute muito dos dias que vai passar por cá 🙂 Cumprimentos.
Obrigado Nuno M. mais uma vez pela partilha , com a pesquisa de dicas sobre viagem de mota aos Picos de Europa encontrei este Blog que me agradou logo com as primeiras leituras , e então que a minha lista de viagens a concretizar estão aqui quase todas resumidas .. parabéns pelo bom trabalho , mais um seguidor . Sérgio V.
Obrigado Sérgio pelos comentários. Brevemente conto colocar mais uns quantos passeios (e viagens). Infelizmente as condições climatéricas têm impedido alguns dos passeios que já tenho em mente, mas a ver se a Primavera chega em força para ajudar a isso. Boas curvas!
Boa tarde,
Quanto tempo demorou a sua viagem? Estou a pensar fazer a Costa vicentina agora em Setembro mas de carro e queria ter uma noção de tempo para visitar alguns dos sítios que visitou.
Obrigada por partilhar!
Olá Cláudia, esta viagem durou um dia completo. Saí de Lisboa por volta das 9h00 e cheguei a Sagres por volta das 20h00 com bastantes paragens pelo meio, incluindo um curto passeio a pé para tirar fotografias em Vila Nova de Mil Fontes e na Zambujeira do Mar. Se assim o entender, poderá dividir o percurso em dois ou três dias para aproveitar algumas zonas que não conheça tão bem em vez de seguir directamente para Sagres. Brevemente conto traçar um roteiro de 2 ou 3 dias pela Costa Vicentina baseado neste mesmo percurso 🙂 As estradas por onde passei são transitáveis, tanto para mota como para carro, pelo que não deverá ter qualquer problema em seguir este percurso.
Olà Nuno, boa tarde . Adoramos seu post e é exatamente o q gostaríamos de fazer. Iremos sair de carro em meados de outubro a partir de Lisboa,e pensamos fazer uma parada para pernoitar em alguma cidade. Qual vc aconselha?
Obrigada
Renata e Glaicon
Olá Renata, obrigado pelo comentário. Eu recomendaria Vila Nova de Mil Fontes porque está mais ou menos a meio do percurso e é uma vila com alguma dimensão onde não será difícil encontrar alojamento e bons restaurantes. Qualquer outra localidade como Porto Covo ou Zambujeira do Mar serão também interessantes mas em Outubro poderão alguns estabelecimentos estarem fechados por já não ser época alta. Recomendo ainda visitarem o site Casas Brancas onde poderão encontrar vários alojamentos de turismo rural. Muito brevemente espero colocar informação mais detalhada sobre Vila Nova de Mil Fontes e Porto Covo, é uma questão de ficar atenta ao blog ou subscrever a newsletter para depois receber assim que for publicado 🙂 e bons passeios
Olá Nuno, muito obrigado pela partilha desta experiência. Estou programando essa viagem para final de julho deste ano (2022). Na verdade tenho que ir de Lisboa para Portimão e pensei em fazer este trajeto para aproveitar as paisagens e conhecer esta região. Sei que fica “corrido” fazer em apenas 1 dia, mas é o que tenho disponível. Obrigado pela dica do ferry em Sétubal. Quero pegar o das 8:30 para não chegar muito tarde em Portimão. Vou de Rebel 500, acha tranquilo? E o calor nessa época, é muito grande?
Abraço e boas rotas!
Olá Luciano, peço desculpa pela resposta tardia. Quando fiz este passeio também viajei até Portimão, mas optei por escrever apenas até Sagres que era também o objetivo principal. Em julho é possível que apanhe mais calor, mas não vai deixar de aproveitar o passeio. Eu quando o fiz foi no inicio de junho e num dia de semana o que me ajudou a não apanhar transito algum e em muitos dos locais estava completamente sozinho. Em julho não sei se irá ter a mesma sorte, mas também vai acabar por ver mais “vida” por onde parar. Eu sugerir escolher antecipadamente os locais que gostaria mais de visitar e assim poderá planear com mais tempo e não precisa de andar depressa. Eu andei sempre em ritmo de passeio e parei muitas vezes. Muitas vezes mesmo ao ponto de quando cheguei a Sagres ter as orelhas a doer das vezes que tirei e coloquei o capacete 🙂 Num futuro próximo a minha ideia é fazer o mesmo passeio, mas em dois dias pernoitando a meio e ter assim ainda mais tempo para visitar os locais. Tenho a certeza que não se vai arrepender deste percurso porque é muito agradável com vistas que valem bem a pena. Abraço e boas curvas!