Picos da Europa de mota: roteiro de 4 dias
Ir aos Picos da Europa já estava nos planos há algum tempo, e a expectativa foi crescendo à medida que a data se aproximava. Desta vez, a viagem acabou por acontecer bem acompanhada e com condições bem melhores do que na primeira vez que lá tinha estado, em pleno inverno.
Desde que ando de mota que oiço falar dos Picos da Europa como uma daquelas viagens que qualquer motociclista devia fazer pelo menos uma vez. E percebe-se porquê. Não é só pelas estradas. É pela mistura entre montanha, vales, desfiladeiros, pequenas vilas e locais que, mesmo já muito fotografados, continuam a causar impacto quando estamos lá.
O plano foi simples: quatro dias, cerca de 2.200 km, muita estrada e alguns pontos que já sabia que não queria falhar.
Dia 1: de Lisboa a Boca de Huérgano, ~825 km
A entrada em Espanha e o caminho para norte
A saída de Lisboa foi cedo e optámos por entrar em Espanha por Badajoz. Na altura fazia sentido por causa das portagens e também porque permitia abastecer mais cedo com preços mais simpáticos do que em Portugal.
Rumando a norte por Mérida, Cáceres, Plasencia, Salamanca e Zamora, o primeiro dia foi sobretudo de aproximação em estradas de bom piso e trânsito quase inexistente. Muitas horas em cima da mota, várias paragens para esticar as pernas e abastecer, e aquela sensação de que a viagem ainda está só a aquecer.
Uma coisa que convém ter em conta em Espanha é que nem sempre as estações de serviço ficam logo ali encostadas à estrada principal. Em alguns casos é preciso sair e andar ainda alguns quilómetros até chegar ao posto de combustível. Não é um drama, mas é daquelas coisas que convém saber para não se andar à rasca com a reserva.

A chegada aos Picos da Europa
Já um pouco acima de León, e depois de passar por várias pequenas aldeias espanholas onde quase não se via ninguém e que pareciam praticamente abandonadas, começaram finalmente a surgir ao longe as montanhas dos Picos da Europa.
É aquele momento em que a viagem muda de ritmo. A estrada deixa de ser apenas meio para chegar e passa a fazer parte do motivo da viagem.
O Parque Nacional dos Picos da Europa estende-se por Astúrias, Cantábria e Castela e Leão, reunindo alguns dos cenários de montanha mais marcantes do norte de Espanha. E, mesmo não sendo uma área muito extensa, a variedade da paisagem é impressionante.

Ainda antes das 19h00 já se avistava a zona de Riaño, uma boa porta de entrada para esta região.
As estradas largas ficavam para trás e a paisagem começava a mudar, dando lugar ao ambiente de montanha que eu já esperava encontrar. Nessa altura, já se sentia bem que os quilómetros até ali tinham valido a pena.

Onde dormi em Boca de Huérgano
A primeira noite foi em Boca de Huérgano, no Tierra de la Reina. Atualmente, um quarto duplo ronda os 60 euros, normalmente sem pequeno-almoço incluído, embora este possa ser solicitado à parte.
A vila não é grande, mas serve perfeitamente para descansar depois de um primeiro dia tão longo.




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Dia 2: de Boca de Huérgano a Poncebos, ~250km
Mirador del Corzo e Collado de Llesba
O segundo dia era o mais interessante a nível de estrada de montanha e também aquele que, teoricamente, podia trazer pior tempo. Felizmente, não passou de algumas gotas.
A primeira paragem foi um pouco acima do Mirador del Corzo.
O piso nessa zona não era famoso, com alguns troços degradados e uma estrada relativamente estreita, mas nada de problemático se a condução for calma.
Pouco antes fica também o Collado de Llesba, que decidimos deixar para o regresso. E foi boa opção, porque mais tarde o céu abriu e a paisagem ganhou outro contraste.


Este miradouro, a uma altitude máxima aproximada de 1600 metros, une as províncias de León e Cantábria através da N-621, e a paisagem é de perder de vista, mesmo em dias nublados como aquele em que passámos por lá.
Potes e o teleférico de Fuente Dé
Com uma curta passagem por Potes para abastecer e comprar qualquer coisa, seguimos depois para um dos pontos mais conhecidos da zona: o teleférico de Fuente Dé.
Continua a ser uma daquelas experiências que compensam, mesmo não sendo barata. O teleférico vence um desnível de 753 metros em apenas 3 minutos e 40 segundos, ligando a base de Fuente Dé à zona de El Cable, já em pleno ambiente de alta montanha.
Podes consultar horários, tarifas e a webcam do local, o que pode ser útil para perceber o estado do tempo lá em cima, em Teleférico de Fuente Dé.



No topo, ainda havia restos de neve e vários trilhos a sair dali, o que dá logo vontade de ficar mais tempo.
Há apoio de restauração, casas de banho e uma sensação muito clara de que, a partir dali, a montanha muda de escala.
Existe ainda uma “varanda”, mas sinceramente na altura não demonstrava muita segurança já que a mesma aparentava estar bastante maltratada, provavelmente devido a um inverno rigoroso.



Collado de Llesba no regresso com melhor luz
No regresso, parámos então no Collado de Llesba, que tinha ficado em espera. E ainda bem.
As nuvens abriram e aquela zona ficou com uma luz muito melhor, com os verdes mais vivos e os topos ainda com neve por derreter.
Foi daquelas paragens em que não é preciso fazer muito. Basta ficar quieto uns minutos e olhar.




Valdeón e o Desfiladero de los Beyos
Seguindo depois para o interior, por Los Llanos de Valdeón e Posada de Valdeón, a estrada voltou a piorar em vários troços. Havia zonas em que nem se percebia bem se aquilo ainda era alcatrão ou se já era uma mistura de desgaste e gravilha.
Antes de chegar ao ponto seguinte, acabámos por parar para almoçar num daqueles sítios onde a paisagem quase obriga a fazer uma pausa.
Em redor, ouvia-se apenas um riacho e os pássaros que iam passando… embora, de vez em quando, surgisse também o som de uma mota ao longe, algo que nos Picos da Europa acaba por parecer quase parte da paisagem.

Mais à frente chegou um dos momentos altos do dia: o Desfiladero de los Beyos.
É um daqueles troços que ficam na memória de qualquer viagem pela região. A estrada acompanha o vale encaixado, com paredes rochosas muito próximas e o rio a fazer parte do cenário quase todo o tempo.
O desfiladeiro é um dos percursos mais emblemáticos da zona oriental das Astúrias.
Aqui convém mesmo ir com calma. As paredes rochosas são muitas vezes completamente verticais, e encontrei alguns detritos de pedra no asfalto. Sendo um troço cheio de curvas, o melhor é conduzir sem pressas, com margem e atenção ao que pode surgir na estrada.
O ideal é deixar espaço, respirar e aproveitar. São longos minutos de curvas e contracurvas, e é sem dúvida um dos pontos altos de uma visita aos Picos da Europa.

Cangas de Onís
No final do desfiladeiro fizemos uma pausa em Cangas de Onís, um dos nomes mais marcantes das Astúrias. A cidade está fortemente ligada às origens do reino asturiano e a sua ponte mais famosa, apesar de ser conhecida como Ponte Romana, é na realidade uma construção medieval, com a Cruz da Vitória pendurada no arco principal.
É um daqueles sítios onde se pára pouco tempo, mas que funciona quase como ponto obrigatório de passagem.


Seguindo já em direção a Poncebos, e pouco depois de Carreña de Cabrales, há um pequeno parque de estacionamento que tem uma vista fantástica para as formações rochosas dos Picos da Europa.
É o local ideal para mais uma curta paragem e as fotografias da praxe.

Poncebos e a entrada para a Ruta del Cares
A noite foi em Poncebos, uma das portas de entrada para o maciço central e também um dos pontos de partida da famosa Ruta del Cares. Para quem gosta de caminhada, é daqueles nomes que aparecem sempre. O percurso tem cerca de 12 km até Caín de Valdeón e já o fiz numa viagem anterior, em pleno inverno, e continua a ser um daqueles trilhos que vale mesmo a pena guardar para quem gosta de caminhar.
Podes consultar mais informações sobre Ruta del Cares no Turismo Astúrias.
Fiquei no Hostal Poncebos. O pequeno-almoço era simples, mas servia perfeitamente para arrancar cedo no dia seguinte.




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Dia 3: de Poncebos a Cudillero, ~286 km
Covadonga
O terceiro dia começou com céu limpo, e isso fazia toda a diferença porque era precisamente o dia de visitar Covadonga e os lagos.
Covadonga é um daqueles lugares onde se cruzam natureza, história e fé de forma muito evidente. Ali encontram-se a Basílica de Santa María la Real de Covadonga e a Santa Cueva, dois dos pontos mais simbólicos das Astúrias.
A basílica foi inaugurada em 1901 e a Santa Cueva continua a ser o coração espiritual do santuário. A história do lugar ficou também marcada pelo grande incêndio de 1777, que destruiu o antigo santuário em madeira.


A basílica, por fora, impõe-se bastante. Por dentro, destaca-se mais pela simplicidade do que pelo excesso de elementos decorativos.
Já a Santa Cueva tem outro tipo de força. Desce-se, sobe-se, passa-se pela rocha, ouve-se a água, sente-se o ambiente do lugar. Mesmo para quem não vai com um lado religioso mais presente, é um sítio que marca.
O Santuário de Covadonga (Santa Cueva de Covadonga) remonta a tempos de Alfonso I, o católico, que ordenou a construção de uma capela para comemorar a vitória do rei Pelayo aos muçulmanos. Para aceder a esta capela, há que passar por um pequeno e escuro túnel, e é sem dúvida um local obrigatório a visitar.
Antes do ano 1777 a caverna estava coberta com madeira, mas um incêndio destruiu a imagem original de La Santina, as suas joias e os seus mais preciosos pertences. A atual imagem da Virgem, datada do século XVI, foi doada ao Santuário de Covadonga em 1778 pela Catedral de Oviedo.
Junto ao altar, do lado direito, é possível ver o túmulo do Rei Pelayo, anteriormente enterrado na Igreja de Abamia com a sua esposa, foi trasladado para ali a pedido do rei Afonso X, dada a importância simbólica de Pelayo para Covadonga.

Descendo as escadas laterais, percebe-se melhor como a capela está encaixada na rocha.
Quando visitei este local no inverno, a cascata à esquerda era muito mais visível, mas no verão já era pouca a água a escorrer pelas paredes rochosas.

Na base da cascata fica a Fonte dos Sete Canos, inevitavelmente ligada a lendas e tradições.
Apesar da placa a avisar que a água não é potável, diz-se que quem beber dos sete canos casará no ano seguinte. Outra lenda garante que, ao atirar uma moeda de costas ao lago e pedir um desejo, esse desejo acabará por se cumprir.
Daqui a um ano poderei dizer se pelo menos uma delas estava certa.

Lagos de Covadonga
Depois de Covadonga vinha um dos momentos mais esperados da viagem: a subida aos lagos.
E aqui entra a atualização mais importante do artigo.
Hoje, em períodos de maior afluência, a subida aos Lagos de Covadonga é regulada e a estrada fecha a carros e motas particulares, com acesso feito por transporte público a partir dos parques definidos no plano oficial.
Isto aplica-se sobretudo à Páscoa, verão e algumas pontes/feriados, e as datas concretas variam de ano para ano. Por isso, quem estiver a planear ir no verão deve assumir que muito provavelmente já não vai poder subir livremente de mota. O melhor é confirmar sempre a informação oficial antes da viagem.
Podes consultar mais informações sobre o acesso regulado, parques, autocarros e regras atualizadas em Turismo Asturias.
Quando lá fui, ainda consegui subir de mota, e a chegada ao Lago Enol foi um dos momentos mais fortes de toda a viagem. Já tinha visto fotografias sem fim, no inverno e no verão, mas estar ali é outra coisa.
O Lago Enol fica a 1.070 metros de altitude e o Lago de la Ercina a 1.108 metros. Ambos têm origem glaciar e são dois dos lugares mais icónicos de todo o parque.
O que mais me ficou não foi um detalhe em específico, mas o conjunto. A luz, o silêncio, o verde, a sensação de espaço e de calma. Foi uma viagem que valeu cada quilómetro até ali chegar.
A água calma e transparente, o sol a bater na cara e aquelas cores verdes em redor criaram uma imagem que ficou gravada para sempre na memória. Há sítios que funcionam muito bem em fotografia e depois, ao vivo, ficam aquém. Aqui aconteceu exatamente o contrário.
O Lago Enol tem uma profundidade máxima de cerca de 25 metros, um comprimento aproximado de 750 metros e cerca de 400 metros de largura, e no seu interior encontra-se submersa uma imagem da Virgem de Covadonga, que é retirada todos os anos, a 8 de setembro, para participar na procissão.



Uns metros mais acima, encontramos o Lago de la Ercina. O verde do campo, o azul do céu e a neve ainda visível no topo das montanhas compõem uma imagem difícil de esquecer. Dá vontade de fazer exatamente o que muita gente faz ali: parar por momentos, sentar-se ou deitar-se no relvado e simplesmente absorver a paisagem.
Desta zona consegue-se também ter uma perspetiva mais ampla sobre o Lago Enol, já que estamos quase 100 metros acima e existe uma espécie de “varanda” natural de onde se contempla muito bem essa vista.



Mirador de la Reina
Na descida, parámos no Mirador de la Reina, outro daqueles pontos que vale a pena incluir.
De lá tem-se uma vista ampla sobre parte da serra e também sobre vários vales e concelhos da zona. É uma boa despedida dos lagos e ajuda a perceber melhor a escala do território.


Alternativa ao regresso por La Hermida, Liébana e Cantábria
Para quem prefere mais montanha e menos cidade
Se a ideia não passar por seguir até Cudillero e Santiago de Compostela, existe uma alternativa bem mais virada para a estrada, para os miradouros e para o lado mais montanhoso dos Picos da Europa.
Em vez de continuar a subir para a costa asturiana, uma boa opção é regressar pelo lado da Cantábria, atravessando a zona de Panes e entrando no Desfiladero de La Hermida, um dos acessos mais marcantes à comarca de Liébana.
Este troço, feito pela N-621, é daqueles que justificam por si só o desvio, com a estrada encaixada entre as paredes do desfiladeiro e o rio Deva a acompanhar grande parte do percurso.
Convém apenas ter em conta que esta é uma zona que tem vindo a ser alvo de obras de melhoria e alargamento da estrada, por isso ainda poderão existir trabalhos em curso ou alguns condicionamentos, dependendo da altura da viagem. Antes de passar por ali, o melhor é confirmar o estado do troço.
Mirador de Santa Catalina
Um dos melhores desvios neste lado do parque é o Mirador de Santa Catalina, no monte Hozarco, acima de Linares. A vista sobre o troço mais profundo do Desfiladero de La Hermida é impressionante, e a sensação de profundidade do vale, combinada com a escala das montanhas, faz deste um daqueles locais onde vale a pena parar sem pressas.
A zona está também ligada à Senda Mitológica do Monte Hozarco, um percurso curto e simples que conduz até ao miradouro por entre figuras inspiradas na mitologia e nas lendas locais. Para além de tornar a subida mais interessante, acaba por ser também uma boa desculpa para esticar as pernas depois de tantas horas em cima da mota.

Outras paragens que fazem sentido neste lado do parque
Se optarem por esta alternativa, há ainda algumas paragens que encaixam muito bem no percurso e ajudam a transformar o regresso num dia igualmente forte.
Potes é provavelmente a mais óbvia. Fica no coração de Liébana, na confluência de vários vales, e é uma daquelas vilas pequenas que sabem sempre bem para uma pausa mais demorada, seja para almoçar, passear um pouco ou até dormir ali e dividir melhor o regresso.
Muito perto de Potes, o Mosteiro de Santo Toribio de Liébana é uma boa sugestão para quem gosta de juntar património e estrada. Continua a ser um dos grandes centros de peregrinação da região e é uma daquelas visitas curtas que podem resultar bem no contexto de viagem.
Outra paragem que vale bem o pequeno desvio é a Igreja de Santa María de Lebeña, um dos monumentos pré-românicos mais importantes da Cantábria. Fica muito bem encaixada nesta alternativa porque está precisamente na zona do desfiladeiro, antes de chegar a Potes.
E, se houver tempo para mais uma aldeia com caráter, Mogrovejo também encaixa muito bem neste plano. É pequena, muito fotogénica e tem aquele ambiente de aldeia de montanha que combina perfeitamente com este lado dos Picos da Europa.
Porque esta alternativa pode valer mais a pena
Para quem vai aos Picos da Europa sobretudo pela condução, pela paisagem e pela sensação de ir descobrindo estrada atrás de estrada, esta alternativa por La Hermida e Liébana pode fazer mais sentido do que seguir para Gijón, Cudillero e Santiago de Compostela.
Não tem o peso simbólico de Santiago, nem o lado costeiro de Cudillero, mas ganha claramente em continuidade de paisagem, ambiente de montanha e coerência com o espírito da viagem.
Seguindo o percurso original
Gijón
A seguir, os Picos da Europa ficavam para trás e começava a fase de regresso, ainda com uma paragem em Gijón antes de seguir para Cudillero, onde passaria a noite.
Esta opção fez sentido porque queria passar por Santiago de Compostela, mas para quem preferir ficar mais tempo pela zona dos Picos da Europa existe uma boa alternativa pelo lado da Cantábria.
Chegados à cidade, fomos até Cimavilla, a parte mais antiga, com o mar sempre ali por perto e um ambiente muito diferente do que vínhamos a ver até então.
No alto do Cerro de Santa Catalina encontra-se o Elogio del Horizonte, obra de Eduardo Chillida e um dos grandes símbolos turísticos de Gijón.
Foi uma paragem curta, mais para esticar as pernas do que para explorar a cidade a sério, mas serviu bem para quebrar a viagem.


Cudillero
A última noite em Espanha foi em Cudillero, uma das vilas piscatórias mais conhecidas das Astúrias. Continua a ser um daqueles lugares muito fotografados, muito vistos nas redes, mas que ao vivo continua a resultar. A própria forma como a vila se organiza, quase em anfiteatro, ajuda a isso.
As casas parecem empilhadas umas sobre as outras, mas no conjunto criam uma imagem muito própria. Subindo para a zona de La Atalaya, junto ao cemitério, consegue-se uma vista muito boa sobre o farol e sobre o casario.
Vale a pena andar a pé pelo centro, mas convém não contar com estacionamento fácil junto à zona mais bonita.
O melhor é deixar o veículo mais afastado e fazer o resto a pé. Esta terceira noite foi no Hotel Alvaro, a 5 minutos de mota do centro da vila.



Para jantar, recomendo no centro o Bar Casa Julio, quer pelas tapas, quer pelos pratos bem servidos e com preços acessíveis. O ambiente também ajuda, porque é um daqueles sítios simples, agradáveis e acolhedores onde se janta bem sem complicações.
Eu, que nem sou de tirar fotos a pratos de comida, tive de abrir uma exceção.


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Dia 4: de Cudillero a Lisboa, ~840 km
Santiago de Compostela
No último dia, o caminho já estava assumido: para sul, com uma paragem em Santiago de Compostela.
Santiago continua a ser um dos maiores destinos de peregrinação cristã da Europa. Ligada a essa tradição, que remonta à fundação da cidade no século IX, é impossível não reparar na catedral de Santiago. Com a sua fachada barroca, alberga o túmulo de Santiago Maior, um dos apóstolos de Jesus Cristo.
A visita a esse túmulo marca o fim da peregrinação, cujos percursos, os chamados Caminhos de Santiago, se estendem por toda a Europa Ocidental ao longo de milhares de quilómetros. Desde 1985, o centro histórico integra a lista de Património Mundial da UNESCO.
Na altura da minha visita, a fachada encontrava-se em restauro, mas isso não lhe tirava importância. O maior desafio ali foi mesmo encontrar lugar para estacionar a mota sem arranjar problemas.

Regresso por Portugal
Já de volta a Portugal, acabámos por deixar de lado algumas paragens que ainda estavam inicialmente pensadas, como Valença ou Vila Nova de Cerveira, e seguimos mais diretos.
Ainda assim, se o regresso for feito com mais tempo, são paragens que continuam a valer muito a pena.
Santuário de Santa Luzia
A última pausa digna de registo foi no Santuário de Santa Luzia, em Viana do Castelo. Construído entre 1904 e 1959, no alto do monte de Santa Luzia, continua a ser um dos grandes ex-líbris da cidade. Lá em cima, a vista sobre Viana do Castelo, o mar e a foz do Lima justifica bem a subida.
No interior, destacam-se os vitrais das rosáceas, executados em Lisboa na oficina de Ricardo Leone, e os frescos da cúpula, que representam a Paixão e a Ascensão de Cristo, da autoria de Manuel Pereira da Silva.
Depois disso, já só faltava a autoestrada até Lisboa. Não é o tipo de estrada que mais gosto de fazer, sobretudo ao final do dia, mas nesta fase o objetivo já era outro: chegar a casa.



Um pouco da viagem em vídeo
Deixo também um pequeno vídeo com alguns dos momentos desta viagem pelos Picos da Europa.
Vale a pena fazer esta viagem?
Vale, e vale bem.
Foram cerca de 2.201 km em 4 dias, com muita estrada boa, paisagens que justificam a fama da região e vários momentos que continuam bem vivos na memória.
Não é uma viagem curta, nem leve, mas também é precisamente isso que lhe dá peso.
Se hoje voltasse a escrever este roteiro de raiz, deixava uma nota muito clara: os Lagos de Covadonga continuam a ser um dos grandes pontos da viagem, mas já não podem ser planeados como antigamente. E isso pode mudar bastante a logística do dia.
De resto, continua a ser uma viagem que recomendo a qualquer pessoa que goste de estrada, montanha e da sensação de ir acumulando quilómetros com vontade de continuar.
O que convém saber antes de ir
1. Dá mais tempo à zona, se for a primeira visita
Como já conhecia alguns dos locais por onde passei, quatro dias chegaram para esta viagem, mesmo incluindo o regresso por Santiago de Compostela. Mas, se for a tua primeira vez nos Picos da Europa, vale a pena ires com mais margem para explorar melhor sítios como Potes, Cangas de Onís e Las Arenas (Cabrales).
2. Confirma sempre o acesso aos Lagos de Covadonga
É a informação que mais facilmente pode alterar o planeamento da viagem. No verão, o mais provável é o acesso estar regulado e a subida ser feita por transporte público.
3. Não subestimes o tempo
Mesmo sem fazer grandes caminhadas, os Picos da Europa pedem tempo. Há muita curva, muitas paragens tentadoras e alguns troços onde simplesmente não apetece andar depressa.
4. Leva impermeável
Mesmo em junho, ou em pleno verão, o tempo naquela região pode mudar depressa. Continua a ser uma daquelas dicas que fazem diferença. Podes também espreitar o meu artigo sobre O que levar na bagagem para uma viagem de mota.
5. Descarrega os mapas para uso offline
Pode parecer um detalhe, mas não é. Se apanhares zonas com pouca rede ou alguma alteração no percurso, ter os mapas disponíveis offline pode evitar chatices desnecessárias e tornar a navegação muito mais tranquila.
Alojamentos e alternativas
Dia 1, Boca de Huérgano
Tierra de la Reina (o que usei)
Crescente S.L. (alternativa 1)
El Casar del Puente (alternativa 2)
Dia 2, Poncebos
Hotel Garganta del Cares (alternativa 1)
Arcea Mirador de Cabrales (alternativa 2)
Dia 3, Cudillero
Ver alojamentos alternativos em Cudillero.
Links úteis
Santuário de Covadonga – horários e informação do recinto.
Parque Nacional dos Picos de Europa – mapas, cartografia, avisos e outras informações oficiais do parque.
AEMET – previsão de montanha para os Picos da Europa.
DGT – trânsito, incidências e câmaras.
Ruta del Cares – rota e plano de acesso a Poncebos.
Pontos de interesse ao longo da viagem
Resumindo a viagem, deixo os pontos de paragem (a negro), e de passagem (a itálico).
- Lisboa [ início ]
- Badajoz
- Cáceres
- Plasencia
- Salamanca
- Zamora
- Riaño (42.97573,-5.00964)
- Boca de Huérgano (42.97334,-4.92791)
- Mirador del Corzo (43.07650,-4.73319)
- Potes (43.1537724,-4.6223286)
- Fuente Dé (43.14424,-4.81124)
- Collado de Llesba (43.07624,-4.74984)
- Posada de Valdeón (43.15062,-4.91938)
- Desfiladero de los Beyos (43.1868855,-5.0769425)
- Cangas de Onís (43.34991,-5.13071)
- Las Arenas (43.302627,-4.8160244)
- Poncebos (43.26281,-4.83109)
- Santuário de Covadonga (43.30853,-5.05503)
- Lago Enol (43.27385,-4.99076)
- Lago de la Ercina (43.2675354,-4.9811161)
- Mirador de la Reina (43.28403,-5.00770)
- Gijón
- Cudillero
- Santiago de Compostela
- Valença
- Vila Nova de Cerveira
- Caminha
- Viana do Castelo
- Lisboa [ fim ]
- TOTAL de KMs: 2.201 km
Caso pretendam o ficheiro para GPS, podes fazer download do ficheiro picos-da-europa-percurso-completo.zip. (incluí versões GPX, KML, KMZ e TRF).
Recomendo o MyRouteApp para planeamento das vossas viagens, e conversão para GPS.

Mapa do percurso com pontos de interesse nos Picos da Europa
Publicação original partilhada a 23 de setembro de 2016, e atualizada a 31 de março de 2026.
84 Responses
Boas fotos e boa descrição da viagem 😉
Ver se tiro umas dicas para o próximo ano…
Obrigado César Filipe. Recomendo mesmo uma ida aos Picos da Europa, embora com algumas estradas de mau piso (é normal por causa dos Invernos rigorosos), existem muitas outras que já dão saudades, e a paisagem, bem, algumas fotos falam por si. Qualquer dúvida, é só dizeres 🙂 Boas Curvas!
Muito bom companheiro 😉 Espero conseguir ir em breve ao Picos também!
Obrigado, não fossem os 800 km que separam Lisboa dos Picos da Europa, e já tinha lá voltado 🙂 Boas Curvas!
Excelente passeio. Espero fazer o mesmo no próximo ano com um grupo de amigos.
É mesmo Nelson. Mesmo com zonas com piso um pouco irregular (provavelmente devido ao clima de inverno), são estradas de montanhas espectaculares, para conduzir, e pela vista. É de evitar ir em pleno Agosto principalmente por causa da “peregrinação” a Covadonga. Boas Curvas!
Boa descrição da viagem, vou servir-me destes dados para este ano, obrigado pela informação.
Obrigado Nuno
Obrigado eu pelo comentário Fernando Rasteiro, e espero que tenha incentivado à visita dos Picos da Europa porque, é de facto uma viagem fantástica, com estradas e locais fantásticos.
Excelente crónica! Muito bem narrada e detalhada, parabéns!
É um destino que tenho em mente já há algum tempo. Ler estas palavras e ver estas fotos, dá ainda mais vontade de ir 😉
Obrigado, um abraço
Obrigado pela mensagem Carlos. Foi uma viagem inesquecível, sem dúvida, e tivemos muita sorte porque no dia em que subimos aos lagos o tempo estava espectacular… Não fosse a distância e já lá tinha voltado. Abraço e boas curvas!
Excelente crónica e muito util. Irei com +6 amigos para os Picos da Europa ja na proxima 5af. Tenho uma Yamaha MT-10 que apenas tem um depósito que permite autonomias de 180-200 kms. É um problema abastecer nos Picos da Europa?
Existem postos de abastecimento em Riaño, Cangas de Onís, etc?
Preocupa-me nao ter autonomia para sair de Cangas de Onis -> Covadonga -> Lagos e ir até Potes pelo lado nordeste do parque.
Qualquer info sera bem vinda!
Obrigado,
Olá Cláudio, e obrigado pelo comentário.
Quanto ao abastecimento, sei que há postos de combustível em Riaño, Cangas de Onís e Potes, mas deverá haver também noutros locais do Parque Nacional de Los Picos de Europa (como Las Arenas e Panes). O parque parece enorme mas não é. O único conselho que dou é para se ter atenção aos horários porque ao contrário de em Portugal, lá os postos de combustível costumam fechar cedo… Numa outra situação, quando fui à Serra de Gredos no sul de Espanha, fiquei sem gasolina porque passei por inúmeros postos de combustível mas todos eles fechados (já era noite). 180-200km acho que é suficiente para cruzar o parque sem grande stress e aproveitar a vista e as curvas.
Aproveito ainda para desejar uma boa viagem 🙂 Boas curvas!
Parabéns pela reportagem companheiro, sem duvida inspirador.
Uma pergunta: fazer esta viagem em 125cc é uma viagem exequível?
Obrigado Mário Lima. Penso que não há qualquer problema em se fazer a viagem numa 125cc. O meu maior medo na altura foram as viagens de ida e volta que rondaram os 800 km (Lisboa a Riaño e o regresso por Santiago de Compostela porque queria visitar a Catedral). Fiz quase sempre estradas nacionais a uma média de 80-90km/h com algumas paragens para descansar. Já chegados ao Parque Natural, aquilo até pode parecer grande no mapa mas a circulação é muito fácil e cruzei-me com muitos motociclistas, com todo o tipo de motas. Não fosse a distância de ida e volta (de Lisboa), e acho que já lá teria ido novamente 🙂 Já estando por lá as distâncias podem ser curtas, consoante os dias que pretende ficar por lá. Como já lá tinha ido antes, alguns dos locais já conhecia e não tirei tanto tempo para lá ficar. A minha recomendação passa por uma permanência de pelo menos 2 dias para conhecer os melhores locais e miradouros do Parque porque sem dúvida que há muito para ver e explorar. Se as viagens de ida e volta não lhe parecerem muito, então acho que vale a pena lá ir porque o Parque é fantástico. (a zona norte que já pertence às Astúrias, na altura do verão é capaz de ter muita afluência de turistas pelo que, recomenda-se maior cautela e antecipação na programação principalmente por causa do alojamento)
Parabéns pelo blogue, descrição, e gostei muito da montagem do video.
Já tive o prazer de visitar os picos da Europa por três vezes, duas de mota. Adoro aquilo.
Tens algum blogue da tua viagem à Escócia? Está na minha Bucket List há uns anos 🙂
Muito Obrigado Ricardo pelo comentário. Aos Picos da Europa só fui duas vezes, uma de carro no Inverno e esta que aqui relato, mas também gostava de lá voltar. Quanto à Escócia, ainda não tenho informação no blog sobre as viagens que fiz mas tenciono colocar brevemente, tal como gostava de lá voltar muito brevemente para actualizar o meu portefólio fotográfico (que é uma boa desculpa para lá ir novamente). Já percorri quase toda a Escócia mas de carro… de mota deve ser ainda melhor!
Muito bom e muito completo, que até me leva a refazer o plano de ida e volta que tinha planeado para a minha viagem aos picos da europa em setembro próximo. Antes de viajar´passa a ser obrigatório vir aqui para ver se há alguma coisa relacionada. Está de parabéns e continue a postar. Obrigado Nuno.
Muito obrigado pelas palavras António. Já tinha ido a Gibraltar antes mas a viagem aos Picos da Europa marcou muito pela positiva e ter escrito esta publicação deu-me imenso gosto. Espero, para breve, ter mais aventuras para partilhar. Abraço e boas curvas! 🙂
Boa noite, desde já parabéns pela partilha, o artigo está absolutamente espectacular! Vou fazer exactamente este percurso de mota dentro em breve e estou com grandes expectativas. A minha única dúvida prende-se em que sitios parar para comer. Dos sítios onde estiveram há algum restaurante que se destaque ou existem algumas recomendações imperdíveis na zona? Obrigado! Abraço
Muito obrigado pelo comentário Daniel. Não tenho nenhum restaurante de referência para aqueles lados até porque nunca fui muito fã da comida espanhola… Uma das refeições até comprámos no supermercado e parámos num parque de merendas, pouco antes de chegar a Posada de Valdeón, e foi muito interessante porque apenas ouvíamos o som de uma cascata e o dos pássaros de um lado para o outro. Como já tinha lá ido antes, embora de carro, tive pouco tempo em alguns dos locais que recomendo perder um pouco mais de tempo, como é o caso de Potes (zona Este, a caminho de Fuente Dé), Canga de Onís (a caminho do santurário Covadonga) e Las Arenas de Cabrales (zona Norte do parque). Aqui certamente não faltaram locais para refeições até porque são das zonas com maior densidade populacional. Espero que corra tudo bem e acima de tudo, que desfrutes das estradas e da paisagem porque vale muito a pena 🙂
Olá!
Após alguma pesquisa sobre percursos deparei-me com o teu blog… que bateu exactamente na planificação que eu estava a fazer para uma visita aos Picos! 😉
Deixei de me preocupar e simplesmente agarrei-me ao teu texto para organizar a minha vigem.
Vou de mota mais um companheiro fazer exactamente o percurso que tão bem descreves e só altero duas coisas: Vamos fazer a Ruta del Cares e não regressamos por Santiago.
O resto da viagem vai ser todo igual, assim as motas o queiram… he he he
Também tínhamos planeado os quatro dias, um para cada lado e dois dias para desfrutar.
Nós vamos de Torres Novas e não pretendemos pagar portagens, qual o percurso que nos sugeres para ir e para regressar?
Vamos de 28 a 31 de Julho (próxima semana).
Obrigado e espero continuar a seguir as tuas inspiradoras aventuras. (quem sabe um dia não nos encontramos por aí…)
Olá Sérgio, obrigado pelas palavras 🙂
Eu já tinha feito a Ruta del Cares em 2013, em pleno inverno. Sem dúvida que recomendo esta aventura, seja verão ou inverno, para quem gosta de fazer caminhadas pelo meio da natureza e sem estradas à vista. Cuidado com as cabras que podem aparecer pelo caminho… elas começam a olhar de lado e uma pessoa não percebe qual a intenção delas. 😀
Em 2013 aproveitei também para visitar, com mais calma, Cangas de Onís, Las Arenas e Potes e por essa razão não perdi tanto tempo nestes locais desta vez, mas aconselho a uma visita a todas elas, que mais não seja para um passeio pelas ruas porque cada uma delas têm pormenores muito interessantes.
A questão de fazer a volta por Santiago foi uma opção pessoal porque há mais de 10 anos que não passava lá e aproveitei a volta para o fazer, mas a maior parte das pessoas não faz esse percurso. Foi mesmo só pela oportunidade.
Quanto ao percurso, e para evitarem autoestradas com portagens ou pórticos, sugeria parte do percurso que fiz no ano passado quando fui até Monsanto e Penha Garcia, dá uma vista de olhos no DIA 3 (o do regresso) em https://www.diariodoviajante.pt/passeio-pelo-alto-alentejo-e-beira-baixa/ De Torres Novas irias em direção a Constância, Abrantes, Gavião, Nisa, Vila Velha de Rodão, Castelo Branco, Penamacor e depois a saída que dá para La Alberguería de Argañán. Em cruzei estas estradas em pleno Agosto e para além de não ter apanhado qualquer transito, as estradas são de boa qualidade. Este trajeto dá uma estimativa de 8 horas de viagem que foi o mesmo que tinha de Lisboa com saída em Badajoz. Acho que é mais que suficiente para terem tempo de fazer várias paragens pelo caminho e ainda chegam a Riaño com a luz do dia tal como nós chegámos.
Aproveitem as paisagens dos Picos da Europa porque aquilo é mesmo fantástico. Não fosse tão longe e já lá tinha voltado!
Boa viagem e boas curvas! E quem não sabe mesmo se um dia não nos encontramos para uma voltinha! 🙂
Abraço
Boa tarde.
Acabamos de chegar dos Picos da Europa e o nosso guia foi o V/ Blog, vim vos agradecer.. Obrigado
Obrigado Luís. Espero que o percurso tenha sido uma boa ajuda e acima de tudo, que tenham gostado da viagem e tudo tenha corrido bem. Boas curvas!
Adorei o post. Fotos lindas. Parabéns
Obrigado pelo comentário 🙂
Olá
Obrigado pela descrição completa e as fantásticas fotos. Vai me ser muito útil pois estou a pensar ir com uns amigos no inicio de 2018 com a minha Honda Deauville percorrer essas estradas que parecem fantásticas .
Olá Paulo, e obrigado pelos comentários. A viagem é mesmo fantástica, e as estradas de montanha são deliciosas de percorrer, não só pela paisagem envolvente mas também pelas curvas. O ponto alto da viagem para mim foi sem dúvida a visita a Covadonga (embora já lá tinha estado antes) e os lagos… É uma vista difícil de descrever por palavras. Qualquer dúvida que possa surgir, é só dizer 🙂 abraço e boas curvas!
Boa tarde amigo, não reparei se indicas te o mês em que fizeste a viagem, por isso pergunto se no final de maio na tua opinião será boa altura para o fazer, visto ter tirados uma semanada pra la ir com uns amigos.
Obrigado boas curvas…
Boas, fui nos feriados de Junho. Penso que no final de Maio já será uma boa altura lá ir, mas depende também do quanto rigoroso será o Inverno por lá. Nos dias que lá tive, já sabia à partida que ia apanhar um dia menos bom (o segundo dia de viagem), e nos restantes a probabilidade de céu limpo era elevada, tive sorte. Aquilo lá parece o microclima de Sintra, pelo que aconselho a, mais perto da altura, irem acompanhando a meteorologia para aqueles lados para estarem preparados. Nos primeiros dias de Junho ainda vimos a neve no topo das montanhas, o que foi espectacular, e já não estava muito frio. Qualquer dúvida, é só dizer. Boas curvas!
Boa descrição, estou a pensar fazer está viagem tão fantástica mas queria saber qual a melhor altura para ir o mais breve possível… Estou com medo de apanhar neve ainda,será melhor deixar para o verão?
Olá Luís, eu fui nos feriados de Junho e embora tenha apanhado um dia nublado com alguns pingos, já deverá ser normal por aqueles lados já que parece ter um microclima como a Serra de Sintra… penso que finais de Maio e Junho serão os melhores meses, isto porque Julho e Agosto o problema não é o tempo mas sim a quantidade de turistas que vão para aqueles lados por causa das peregrinações a Covadonga (imensos turistas durante o verão) ou até mesmo os entusiastas de caminhadas, porque existem por lá excelentes trilhos para isso… Por isso, a minha recomendação, para ter já sorte com o tempo e sem confusões, seria finais de Maio, ou durante o mês de Junho.
Diário de bordo muito preciso e interessante. Parabéns pelo excelente trabalho. A ver se neste próximo verão tiro a fuligem do escape e faço esse mesmo percurso.
Abraço.
Caro Bruno, obrigado pelos comentários. Será certamente uma viagem que ficará na memória, a mim ficou 🙂 Evite apenas o mês de Agosto porque na zona norte (Santuário de Covadonga e Lagos), é um local de peregrinação de muitos turistas nessa altura do ano. Boas curvas!
Óptima Crónica, obrigado !
Fica na lista para fazer esta primavera/verão. Experimentar carregar os ficheiros gps no garmin
Obrigado pelo comentário Diogo. Vai ser certamente um belo passeio (eu adorei a experiência). Qualquer dúvida, é só dizer 🙂 Boas curvas!
Quando tento planear uma passeata algures de mota, tento pesquisar ao máximo os locais e informações que surjam na net.
Pela sua partilha “bebi” informações mais que suficientes; óptimas descrições, muito pormenorizadas e que me faz pegar na mota e arrancar. Mas ainda faltam uns dias!
Muito obrigado e continuação de boas curvas
Olá Cristiano, e muito obrigado pelo comentário 🙂 Espero ter ajudado com algumas das dicas que deixei no roteiro. Terei mais alguns roteiros para breve no blog. Boas curvas!
É a viagem dos meus sonhos. E vou aos picos da Europa em novembro, sei que não é a altura melhor. Mas é quando posso. Em novembro irei com a minha mulher. Comecei hoje a organizar a minha viagem ao Picos da Europa e o seu artigo foi essencial. Muito obrigado
Abraços de Redondo Alentejo
Obrigado pelo comentário Roberto. Das poucas longas viagens que fiz, foi sem dúvida a que mais gostei não só pelo local, mas pela paisagem, pela companhia, pelo que se vê de novo mesmo já tendo estado lá antes. Mesmo em novembro pode ser que se consiga bom tempo até porque agora anda tudo meio trocado. Espero ter contribuído com algumas dicas e se surgir alguma dúvida entretanto em que possa ajudar, é só dizer 🙂 Boas Curvas!
Antes de mais obrigado por partilhares a viagem . Está bem estruturada e parece top. Eu vou agora em julho mas vou fazer o sentido inverso. Queria perguntar-te uma coisa Nuno, falas em piso em mau estado. Lembras-te de algum especialmente mau para eu evitar? é que tenho a minha mota é estradeira e um bocadinho dura por isso queria evitar piso muito mau.
Obrigado
Olá Carlos, e muito obrigado pelo teu comentário. Quando falo em piso em mau estado não creio que seja impeditivo para motas, mesmo sendo só de estrada. Lembro-me bem de uma parte do percurso em que a estrada tinha muitas fissuras no alcatrão (na grande maioria preenchidas com alcatrão liquido), e também senti alguma dificuldade no inicio para tentar perceber o tipo de alcatrão que era porque tinha uma cor alaranjada e às tantas não sabia se era gravilha solta ou se era mesmo do piso. Quanto a buracos propriamente ditos, não me recordo de ver. Com os devidos cuidados na condução consegue-se fazer bem a viagem. Podes tentar ver no Google Maps (Street View) na zona de Portilla de la Reina. É o inicio da estrada que vai em direção a Posada de Valdeón. No teu caso, se fizeres o percurso inverso, será a chegar a Portilla de la Reina. A que segue desse local em direção a Potes, no inicio, também está (estava) nessas condições (atenção que as imagens do Street View são de 2009 por isso há que dar alguma tolerância). De resto, não me recordo assim nenhum outro local em que tenha tido mais atenção que o normal ao piso até a grande maioria das estradas pareceram-me em muito boas condições. Espero ter ajudado e se surgir mais alguma dúvida é só dizeres, e boa viagem! 🙂
Boas
por acaso não tem os tracks separados por dia? grande reportagem parabéns!
Olá Bruno, e obrigado pelo comentário. Enviei email com os TRACKS separados por dias 🙂 abraço
Bruno, enviei dois emails mas ambos vieram devolvidos. Envie-me o seu email correto através do formulário em https://www.diariodoviajante.pt/contactos/ para poder enviar os TRACKS. Abraço
Olá Bruno. Este blog está excelente. Como ainda estou a começar nas aventuras compridas de moto, tenho uma dúvida pertinente: Onde é que as motas “dormiam”? Na rua?
Olá João, obrigado pelo teu comentário. Quanto à tua questão, as motas ficaram sempre na rua. O Tierra de la Reina é um local bastante conhecido e usado por motards que vão/estão a percorrer os Picos da Europa e é quase certo que verás mais motas no local. No Hostal Poncebos as motas ficaram mesmo perto da entrada e do quarto onde estava dava para ver perfeitamente. Já em Cudillero havia um parque privado, embora ao ar livre. Espero ter ajudado! Boas Curvas!
Olá, obrigada pelas dicas. Eu vou de carro e queria fazer a Ruta del Cares por Cain de Valdeon dia 23/02, mas descobri que vai ter neve nessa época e não sei dirigir com neve (sou brasileira), você já foi no inverno sabe se consigo ir por Poncebos sem pegar neve?
Olá Talita. Já fiz a Ruta del Cares em pleno Inverno (Fevereiro) e nessa altura a única maneira de fazer a rota foi mesmo pelo lado de Poncebos porque o outro lado não estava transitável devido à neve que tinha caído nesses dias (também não consegui subir aos lagos por causa da neve). Fiz o trajeto ida e volta a pé com partida de Poncebos. Indo para Poncebos através de Las Arenas, não deverá haver problemas a não ser que surja um nevão de maiores dimensões. A rota em si não tinha neve mas nos topos havia alguma ao ponto de parte dela ter caído a determinado momento e pregado um susto enorme por causa do barulho que fez. Felizmente foi do outro lado do rio e não do lado da rota. Seja em que altura do ano for, vale muito a pena! Espero ter ajudado 🙂
Boas e obrigado pelo excelente trabalho, estou a pensar ir em Abril com amigos e acho que me vou guiar por estas dicas.
abraço!
Muito obrigado pelo comentário Artur. Adorei a viagem e ainda bem que de alguma maneira posso contribuir também no planeamento de outros entusiastas. Boas curvas e boa viagem! 🙂
Mesmo o que procurava! Excelentes reportagens vou fazer download da primeira rota que irei seguir e voltarei para o meu comentário pessoal! Entretanto vou acompanhando o blog pois estou para já curioso com a frequência com que vão meter novas partilhas/rotas.
Obrigado pelos comentários e espero que tenham sido úteis! Brevemente terei novidades com mais uns passeios a realizar em Portugal! 🙂
Só para dizer que está aqui um belo trabalho. Isto dito por alguém que já lá foi 2x de KTM Duke 125 desde Braga.
Obrigado por esta descrição top! Vou para lá este fim de semana mas desta vez de carro para mostrar à família e amigos.
Tenho um canal do tubas com uma playlist dos Picos. Grd abraço, KTM Laranjinha 😉
Obrigado pelo comentário! Já subscrevi o canal no Youtube! Deve ter sido um espetaculo ir de Laranjinha aos Picos da Europa 😀 Eu antes de ir de mota já tinha ido de carro e também em Fevereiro mas por causa da neve não consegui ir aos lagos, tive que ficar por Covadonga e fiz a Ruta del Cares (muito bom para quem gosta de caminhar). Parabéns pelo canal e vou ficar atento! Abraço e boas curvas!
Olá Caros amigos motards,
Simplesmente uma viagem e um trabalho extraordinário. Parabéns !! Já agora, digam-me p.f. o nome da música de fundo do v/vídeo, linda…
Obrigado e boas viagens!!
Obrigado pela visita e pelos comentários Jorge! A música do vídeo é Radical Face – Welcome Home, Son. Boas curvas!
Excelente post e descrição e que será muito útil numa viagem há muito desejada. Um detalhe que não menciona nem ninguém questionou, é a obrigatoriedade do uso do selo “P” na mota. Isso é mesmo necessário ou é mito?
Olá Sérgio e obrigado pelo comentário. Sobre o dístico “P”, infelizmente não é mito. Fora de Portugal é mesmo necessário o seu uso porque a lei dos restantes países assim o exige. Consulte o meu artigo O QUE LEVAR NA BAGAGEM PARA A VIAGEM onde falo do porquê da utilização, e como deve ser utilizado/ aplicado. Boas Curvas!
Ignore o comentário. Afinal vi na secção ” O que levar” as respostas pretendidas. Obrigado e boas curvas!
Boas, grande viagem:)
Há hipótese de enviar por email o percurso google maps para imrimir pff.
Obrigado e continuação de boas curvas…
Sim Tiago, vou mandar por email, desculpa a demora 🙂
Muitos parabéns pela reportagem, tinha muita vontade de conhecer os picos e ainda fiquei com mais 🙂 . Estou a planear ir na ultima semana de abril, será possível tambem me enviar o percurso para imprimir? Obrigado e boas curvas.
Muito obrigado pelos comentários Pedro. Quer vá de Lisboa ou de qualquer outra zona de Portugal, certamente não se vai arrepender pela viagem e pelas estradas e paisagens que vai encontrar por lá. Quanto ao mapa, veja se isto serve para o que pretende, tem todo o percurso que realizei incluindo os pontos de interesse Percurso Lisboa aos Picos da Europa com Pontos de Interesse
Nuno serve sim, dá para ter uma ideia de todos os locais para visitar e percursos. Muito obrigado e boas curvas
Obrigado eu e boas curvas! Qualquer dúvida que possa tentar ajudar, é só dizer.
Olá Nuno Madeira, quero aqui deixar os meus votos de parabéns pela excelente crónica da viagem, ao fazer uma breve pesquisa sobre o local, esta foi a que me deixou fixado. Obrigado.
Votos de boas curvas.
Fernando, muito obrigado pelas palavras 🙂 Foi sem dúvida uma viagem que ficou para mais tarde recordar e se de alguma maneira puder ajudar outros motociclistas, melhor ainda. Qualquer dúvida é só dizer. Boas curvas!
Boa noite Nuno, muito obrigada por toda a descrição que faz, sem dúvida dá-nos grandes e boas dicas.
Estou a começar a organizar a viagem que nos descreve, para abril de 2020 de mota.
Como já foi varias vezes aos picos da Europa, quero lhe perguntar se ficarmos a pernoitar sempre no mesmo sitio, por exemplo Potes e depois fazer os percursos e voltar ao mesmo hotel não será também uma boa opção?
Obrigada pelas dicas e boas curvas!
Olá Lucinda, e obrigado pelos comentários.
A questão do alojamento, na minha opinião, depende muito dos dias e dos locais que se pretende visitar no parque. Ir de Potes aos Lagos Enol e La Ercina, por exemplo, não é muito mais que 2 horas de passeio, mas terá que contar também com as horas de regresso, logo passam a ser 4 horas de viagem num eventual dia de passeio.
Por essa razão, e porque não iria ficar muitos dias por lá, optei por fazer duas noites em locais diferentes. Uma noite à “entrada” do parque a sul (Boca de Huérgano) e depois de um dia de passeio por toda essa zona sul fui dormir à zona norte (Poncebos) que me permitiu no dia seguinte estar muito mais perto dos Lagos. Compreendo que possa ser mais fácil em termos logísticos, mas isso também vai fazer com que passe nos mesmos locais várias vezes (não é mau, principalmente se for pelo desfiladeiro de Los Beyos ou desfiladeiro La Hermida). As estradas lá são fantásticas por isso veja com o tempo que por lá estiver, qual a melhor maneira de percorrer o parque porque vale mesmo a pena 🙂 qualquer dúvida é só dizer.
Boas curvas! 🙂
Boa noite Nuno, estava para ir fazer este passeio em grupo com a namorada e foi desmarcado, então pesquisei e encontrei a tua pagina e resolvi ir fazer com a namorada agora fiquei sem namorada moral da historia irei fazer sozinho no inicio de Junho. Vou aproveitar as tuas dicas, possivelmente umas alterações mas desde logo fiquei com vontade de iniciar o meu processo de motociclista de tiradas mais longas.
Cumprimentos e boas curvas
Olá Carlos, nem sei o que dizer.. lamento, mas de facto nem sempre é fácil combinar viagens com outras pessoas. Infelizmente deixei de fazer muitas por causa disso até que agora tento não perder oportunidades. Este ano fiz várias por Portugal, sozinho… sozinho não, com a minha NC750X 🙂 Já fiz também um passeio Toledo + Segóvia + Ávila, sozinho, e adorei a experiência ao ponto de já ter planeada uma viagem de Lisboa até Florença passando por muitos pontos no sul de França. Prefiro muito mais fazer viagens acompanhado, mas por uma razão ou outra nem sempre se consegue, mas não devíamos perder a oportunidade. A viagem aos Picos da Europa marcou-me como uma das melhores viagens que já fiz e só ainda não voltei lá pela distância. Tenha a coragem e a vontade para ir e vai ver que não se vai arrepender. Qualquer dúvida que possa surgir e se puder ajudar, é só dizer. Abraço e boas curvas!
Bom dia amigos,
De facto não é fácil encontrar alguém para nos acompanhar numa viagem, pequena que seja, um amigo, um pequeno grupo, uma casal, etc.
No meu caso, ando também a adiar a que tempos uma viagem por aí fora, claro está que Picos da Europa seria um bom começo, já pensei meter-me ao caminho sozinho, mas confesso que com mais alguém seria melhor. Aguardemos por 2020 …
Talvez apareça boa gente que esteja como eu e que pense um dia desses marcar uma boa tirada …
Abraço a todos e Boas Festas !!!
Jorge
Ora viva,
Tambem eu estou de ideias fixas de ir aos picos em Maio (e foi como dei aqui com o blog, na procura de uma rota), mas em modo mais radical, 3 dias apenas, 1 para ir, 1 para atravessar as montanhas e outro para voltar (possivelmente ida e volta por AE em Portugal para poupar tempo e fazer mais kms em Espanha).
A ida seria sair da zona centro, ir apanhar a A25 em Viseu e entrar em Vilar Formoso. Depois rumar a norte, e voltar a Chaves e vir por ali abaixo e se estiver limitado de tempo entrar na A24 para voltar ao centro do pais. Obviamente preferia fazer rotas secundarias, bem mais apeteciveis.
O quarto dia seria extremamente desejavel ate para nao ir em modo “rapidinha” mas infelizmente faz-me falta pois estou bastante limitado temporalmente.
Tambem vou em modo solo, no entanto tambem me habituei dentro de PT pois sou daqueles que para em todos os sitios e mais alguns para tirar fotos. Sendo extremamente limitado em termos de tempo, piora quaisquer hipoteses de tentar combinar com outra malta que esteja com isso em mente (sejam conhecidos ou desconhecidos). Alem que creio que a maior parte da malta dira que ir 3 dias apenas sera um desperdicio de recursos, no entanto ha malucos para tudo 😛
Um abraco e boas curvas,
Marco
Obrigado Nuno pela partilha, irei no próximo mês aos Picos e sem duvida que me ajuda bastante aliais irei fazer algo muitoooo semelhante, abraço e saúde.
Obrigado pelo feedback Carlos. É uma viagem que recordo com carinho e ao mesmo tempo emoção. Tenho a certeza que também vai aproveitar e espero ter conseguido dar algumas dicas. Abraço e boas curvas!
Excelente relato Nuno. Tal como tu a primeira vez que fui aos Picos, só lá estive dois dias, serviu para aguçar o apetite. No ano passado fui com uns amigos que, já lá foram cinco vezes, e existe sempre um desfiladeiro para descobrir. Foste a Bulnes no funicular?
Para os que vão pela primeira vez, sugiro o mês de agosto, o tempo é mais estável. O ano passado fui na primeira semana de julho, choveu todos os dias, e a temperatura rondou sempre os 16º. Quando fomos aos lagos a temperatura era de 6º!!!! havia neve e nevoeiro por todo o lado. Em vez de olhar para a estrada (um muro branco) olhava para o GPS para ver as curvas….
Confirmo que, atualmente, pare se subir aos lagos nos meses de bom tempo, têm-se que ir antes das 8h00 ou depois das 20h00.
Ao companheiro que queria ir de 125, eu viajo de scooter… no grupo ia uma Tmax 530 (a minha) duas Burgmans 650 uma Honda SW-400 e uma Sym 300 GTS. O importante é ir, no nosso ritmo, seja com que máquina for. Já vou com 60.000kms de Tmax, entre Portugal e Espanha e para o ano (se o COVID deixar) vou com as outras scooters aos Pirinéus.
Muito obrigado pelas palavras Paulo. Apenas subi o teleférico de Fuente Dé, mas gostava muito de lá voltar e já coloquei o Bulnes na lista. Obrigado também pelas dicas, de facto é uma zona com um clima sensível que pode mudar de um dia para o outro e temos que ir a contar com isso. Eu quando fui em junho no primeiro dia apanhei tempo cinzento, mas depois disso felizmente o sol veio para ficar. Boas curvas!
Boas Nuno!
Queria desde já dar-te os parabéns pelo trabalho e empenho que dedicas-te ao blog. Fiquei boquiaberto com tudo o que já li aqui acerca das tuas aventuras e experiencias. Vim cá para simplesmente porque andava a fazer uma pesquiza para planear a viagem aos Picos da Europa, e vou sem duvida, seguir muitos dos teus concelhos.
bem haja. e boas curvas
cumprimentos André Serambeque
Olá André, e muito obrigado pelo comentário. E fico contente por se conseguir aproveitar alguma coisa que possa ter escrito 😀 A situação atual (pandemia) cortou os planos de muita gente, eu incluído, mas espero brevemente ter mais experiências como estas para relatar. Estou já a escrever a minha experiência na Nacional 2 e espero que esteja online brevemente. Obrigado e continuação de boas curvas! Nuno
Olá Nuno,
Obrigado pela partilha desta experiência, que está a ser muito importante na planificação da minha viagem aos Picos da Europa.
Boas curvas,
NF
Obrigado pelo feedack, Nuno. Espero ter ajudado e que realize brevemente a viagem aos Picos da Europa porque vale mesmo a pena. Boas Curvas!
Olá Nuno! Acabei de ver teu roteiro Lisboa/Picos de Europa, sensacional! Eu e meu marido, decidimos em última hora irmos até os Picos na próxima semana, melhor, sairmos de Lisboa dia 24 e regresso dia 30. Somos sexagenários e adoramos viajar de carro. Podes dar tua opinião sobre nossa intenção? Como iremos de carro sempre é uma aventura mais tranquila do que de mota, também não sei se nesta época é fácil encontrar alojamento etc. Agradeço se puderes dar tua opinião… Afinal tens uma experiência fantástica em viagens. Agradeço desde já.
Olá Marisa, muito obrigado pelo comentário. Eu também já visitei os Picos da Europa de carro (antes da viagem de mota) e a experiência também é muito agradável e claro, certamente mais confortável principalmente no inverno. Pelo que vi nas webcam já existe alguma neve, mas não muita pelo que o acesso aos lagos ainda não deverá estar condicionado. Quando fui de carro (em fevereiro) não consegui subir aos lagos por causa da neve. Recomendo estarem atentos às condições porque mudam muito rapidamente, tal como também acontece no verão. Adicionalmente à volta que aqui relato, dos gostos e do tempo que se fizer sentir na altura, sugeria uma visita por Riano que com o reservatório cria imagens fantásticas. Em Fuente Dé neste momento já está com neve por isso não sei quais as condições para se subir ao topo (e se fazem viagens), por isso se houver essa intenção sugeria confirmar com eles para não haverem surpresas. Canga de Onís também vale pela paragem bem como Las Arenas, embora mais pequena. Se gostarem de caminhar podem tentar fazer a Ruta Del Cares em Poncebos. É uma das rotas mais famosas, se não mesmo a mais famosa com cerca de 12 km de extensão até Caín. Covadonga é um dos locais mais emblemáticos pelas diversas peregrinações que ali se fazem e como já referi terão que perceber se mediante as condições atuais conseguirão subir aos lagos. No verão esta zona é lindíssima, mas acredito que no inverno seja tão ou mais ainda. Espero ter ajudado e desejo um bom passeio 🙂