De Lisboa aos Picos da Europa

por Nuno Madeira
Espanha: Viagem de Lisboa aos Picos da Europa | Diário do Viajante

Esta viagem aos Picos da Europa já era para ter sido realizada no ano passado, mas por vezes há razões que a própria razão desconhece e acabei por adiar para 2016, aproveitando para ir bem acompanhado.

Desde que conduzo mota que oiço falar que a ida aos Picos da Europa é uma viagem mítica que qualquer motociclista deve fazer pelo menos uma vez na vida. Já lá tinha estado, há dois anos, mas em pleno inverno o que dificultou algumas das visitas programadas devido aos bloqueios de estrada por causa da neve.

Em Junho as condições climatéricas estavam favoráveis mesmo sabendo que o tempo naquela região muda do dia para a noite. Havia previsão de trovoada para o segundo dia, mas nada que impedisse a viagem.

Dia 1: 825 km, de Lisboa a Boca de Huérgano

A partida começou bem cedo em Lisboa, e optámos por passar a fronteira em Badajoz porque o valor das portagens seria inferior, e o acesso a gasolina mais barata seria logo realizado a partir daquela zona. A outra opção teria sido por Vilar Formoso mas teria o agravamento das portagens e teria que encher o depósito ainda em Portugal o que iria aumentar o valor da viagem.

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Rumando ao Norte por Mérida, Cáceres, Plasencia, Salamanca e Zamora, as estradas são de bom piso e o trânsito quase inexistente, mas talvez porque a viagem foi realizada num domingo. Fazendo várias paragens ao longo do trajecto, fosse para almoçar, esticar as pernas ou encher o depósito, há que ter a noção que as estações de serviço não são como em Portugal que ficam ao lado da estrada/auto-estrada.

Por vezes é necessário percorrer alguns quilómetros em estradas secundárias/nacionais até se encontrar a estação de combustível anunciada nas placas de sinalização. O custo da gasolina em território Espanhol oscilou sempre entre os 1,10 €  e os 1,15 €, o que em nada tinha a ver com o custo do combustível em Portugal que na altura rondava os 1,50 €.

Já um pouco acima de León, e depois de passar várias pequenas aldeias espanholas onde não se via ninguém, e que mais pareciam abandonadas, eis que surgem ao longe as majestosas formações montanhosas que compõem os tão famosos Picos da Europa. Embora não seja uma área muito extensa, contém acidentes geográficos de grande interesse.

Esta formação estende-se pelas Astúrias, Cantábria e Castela e Leão, com destaque para as suas altitudes, que em muitos casos estão acima dos 2500 metros.

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As estradas largas ficavam agora para trás, e as estradas de montanha preparavam-se para aparecer a qualquer momento. O primeiro dia, com uma extensão de 825 km até ao local de pernoita, estava a ser feito a ritmo de passeio, sem pressas.

Ainda nem eram 19h00 e já se avistava a grande ponte de Riaño, uma das portas de entrada para os Picos da Europa. As estradas tinham ficado agora mais interessantes e a paisagem ajudava.

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A primeira noite foi marcada no Tierra de la Reina, em Boca de Huérgano, com um valor de 35,50€ para quarto duplo, sem pequeno-almoço. As instalações são agradáveis e o preço bastante atractivo. A vila não é grande mas é suficiente para esticar as pernas depois do jantar.

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Dia 2: 250 km, de Boca de Huérgano a Pancebos

O segundo dia era aquele que mais estradas de montanha iríamos percorrer, e também o dia que davam piores condições climatéricas, mas não foi grave. Apenas algumas gotas que os impermeáveis não deixaram passar. A primeira paragem deu-se um pouco acima do Mirador Del Corzo.

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Nesta zona o traçado com muitas curvas peca pelo mau piso em que se encontra. Estreito, com alguns rasgos no alcatrão, não apresentam perigo a quem conduza com prudência, e já só perto do Mirador Del Corzo é que o piso melhora consideravelmente. Este miradouro, a uma altitude máxima aproximada de 1600 metros, une as províncias de León e Cantábria através da N-621 e a paisagem é de perder de vista, mesmo em dias nublados como o que apanhamos.

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Importa desde já referir que um pouco antes deste miradouro, há o Collado de LLesba, mas optámos por visitar este apenas no regresso já que o trajecto era o mesmo e as condições climatéricas poderiam melhorar um pouco para as fotos da praxe.

Com uma passagem curta por Potes, deu para fazer algumas compras num supermercado local, abastecer os depósitos e trocar algumas palavras com um casal oriundo do Porto que estava agora de regresso a casa depois de alguns dias por aquelas bandas.

A próxima paragem era o teleférico de Fuente Dé, situado na região de Liebana, Cantábria. Este une Fuente Dé ao Mirador El Cable. O preço não é nada amigável, cerca de 17 € para subir e descer, mas não deixei de aproveitar a oportunidade. Este teleférico apresenta um desnível aproximado de 760 metros, sendo que a estação base está a 1.090 metros, e a estação superior a 1.850 metros.

O trajecto realizado tem uma duração de 3m40s, permitindo o acesso rápido ao maciço central dos Picos da Europa.

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No topo, ainda com bastantes vestígios de um inverno rigoroso, é possível ver vários trilhos para caminhadas. Existe uma casa de apoio com restauração e casas de banho, e uma outra casa que pelo que percebi, está direccionada para desportos de inverno que por ali se realizam. Existe ainda uma “varanda” mas sinceramente, não demonstra nenhuma segurança já que a mesma aparenta estar bastante maltratada, provavelmente devido às condições climatéricas, cheia de ferrugem.

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Já de regresso à base, era tempo de voltar pelo mesmo caminho, até ao cruzamento de Portilla de la Reina. Mas antes, o Collado de Llesba que tinha ficado em stand by para o regresso.

Felizmente, e tal como esperado, as nuvens abriram e deram lugar a um contraste de azul no céu com os campos verdes e brilhantes. Ao longe, os topos das serras ainda mostravam neve por derreter. Sem dúvida um miradouro que merece o desvio da estrada principal.

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Rumando agora em direcção ao interior, com passagem por Los Llanos de Valdeón, o piso voltou a piorar. De cor laranja, não se percebe muito bem se é mesmo alcatrão ou gravilha solta no piso. Antes de chegar ao ponto de passagem, foi tempo de aconchegar o estômago, no meio do “nada”, apenas com o som de um riacho e de uns pássaros que por lá passavam… ok, volta e meia passava um ou outro motociclista mas isso nos Picos da Europa já parece ser um som característico e quase natural.

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Depois de vários quilómetros com paisagens fantásticas, passando por Posada de Valdeón, tinha chegado o momento do Desfiladero de Los Beyos. Localizado na cordilheira Cantábrica, atravessa o maciço das Astúrias seguindo o curso natural do Rio Sella com a sua nascente no vale de Sajambre e um comprimento de cerca de 20 km.

Durante todo este trajecto, as paredes rochosas são muitas vezes completamente verticais, e encontrei vários detritos de rocha no asfalto, pelo que é sempre bom ter cuidados redobrados embora as curvas e contracurvas embalem a condução.

O ideal é não ir atrás de nenhum outro veículo porque acabamos por estar mais preocupados com a condução, e não aproveitamos a paisagem. Poderão ver algumas imagens do desfiladeiro no vídeo no final da publicação.

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No final do desfiladeiro, uma pequena pausa na cidade Canga de Onís que pertence já à comunidade autónoma das Astúrias, e foi capital do reino das Astúrias até 774.

Um dos elementos icónicos da cidade é a Ponte Romana, localizada sobre o Rio Sella, separa os concelhos de Canga de Onís e Parres, ou seja, pertence metade a cada concelho. Embora conhecida como Ponte Romana, a construção será de época medieval do reinado de Alfonso XI de Castela e Leão, podendo ser assim uma reconstrução de origem romana mas mais adiantada embora não existam provas disso. Com o seu famoso arco empolado, e dois arcos menores desiguais, encontra-se decorada com a Victoria Cross, símbolo bem conhecido e comum das Astúrias.

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Seguindo já em direcção ao segundo local de pernoita, em Poncebos, e pouco depois de Carreña de Cabrales, há um pequeno parque de estacionamento que tem uma vista fantástica para as formações rochosas dos Picos da Europa. É o local ideal para mais uma curta paragem e as fotografias da praxe.

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Já em Poncebos, optei pelo Hostal Poncebos mas o preço é muito idêntico entre os três locais possíveis. Desta vez ficou em 49 € com pequeno-almoço já incluído mas, não esperem que seja um grande pequeno-almoço. Nada mais que umas torradas com café ou chá.

Estes alojamentos são muito requisitados por caminhantes já que é uma das portas de entrada para o maciço central dos Picos da Europa e existem vários trilhos para os amantes desta modalidade. É nesta zona que tem inicio a Ruta del Cares, com uma extensão aproximada de 12 km, que termina em Caín de Valdeón. Já realizei este percurso na minha anterior viagem, em pleno inverno, e para quem gosta de caminhadas, é um trilho a não perder.

Para mais informações sobre a Ruta del Cares, ver aqui http://www.rutadelcares.org/

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Dia 3: 286 km, de Pancebos a Cudillero

O terceiro dia começou bem, de céu azul e praticamente sem nuvens, uma excelente noticia já que era o dia de visitar os lagos. Estava com algum receio de me sentir cansado ou com dores, principalmente por causa do primeiro dia de viagem, mas sem qualquer queixa no corpo, a viagem prosseguiu.

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Voltando pelo mesmo caminho do dia anterior, a primeira paragem estava programada para Covadonga, provavelmente o local com maior número de visitantes nos Picos da Europa. Neste local, rodeado por montanhas e florestas, podemos encontrar a Basílica de Santa María la Real de Covadonga e a Santa Cueva de Covadonga. Este local é sem dúvida um local de peregrinação obrigatória, cheio de natureza, história e fé. O significado de Covadonga é Gruta da Senhora, que vem do latim, Cova Dominica.

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A Basílica de Nossa Senhora de Covadonga (Basílica de Santa María la Real de Covadonga) abriu portas a 7 de Setembro de 1901, pelo Papa Leão XIII. É um monumento de estilo Romântico, inteiramente de pedra calcária rosa das proximidades. No pórtico de entrada surgem os dois bustos dos bispos da Sede Ovetense sob cujo mandato iniciou e terminou as obras.

O seu interior destaca-se pela simplicidade, com poucos elementos decorativos de interesse. Encontram-se expostos dois grandes quadros, dos pintores Madrazo e Carducho, que retratam a batalha de Covadonga e da proclamação de Pelayo como Rei. Nas torres, com relógios, encontram-se sinos de carrilhão que tocam a melodia do hino de Covadonga “Bendita a Rainha das nossas montanhas, que é o berço do trono da Espanha…”.

Não sei de quanto em quanto tempo toca o hino, mas chegámos lá por volta das 11h00 e estava a ver que os sinos nunca mais paravam de tocar… Cá fora, encontramos a estátua de Pelayo (Pelágio das Astúrias), fundador e primeiro monarca do Reino das Astúrias (718-737) que governou até sua morte.

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O Santuário de Covadonga (Santa Cueva de Covadonga) remonta a tempos de Alfonso I, o católico, que ordenou a construção de uma capela para comemorar a vitória do rei Pelayo aos muçulmanos. Para aceder a esta capela, há que passar por um pequeno e escuro túnel, e é sem dúvida um local obrigatório a visitar.

Antes do ano 1777 a caverna estava coberta com madeira mas um incêndio destruiu a imagem original de La Santina, as suas jóias e os seus mais preciosos pertences. A actual imagem da Virgem, datada do século XVI, foi doada ao Santuário de Covadonda em 1778 pela Catedral de Oviedo. Junto ao altar, do lado direito, é possível ver o túmulo do Rei Pelayo, anteriormente enterrado na Igreja de Abamia com a sua esposa, foi colocado ali a pedido do Rei Alfonso X dada a importância do mesmo para Covadonga.

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Descendo as escadas laterais é possível ter uma melhor percepção da capela nas rochas escavadas. Quando visitei este local no inverno, era também mais visível a cascata à esquerda mas, agora com um verão quente a chegar, já era pouca a água que corria pelas paredes rochosas abaixo.

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Na base da cascata, à esquerda, encontra-se a Fonte Dos Sete Canos, mas atenção… embora tanto a fonte como o lago sejam alvo de lendas e tradições, existe uma placa com a inscrição “água não potável”. As lendas e tradições dizem que quem beber dos sete canos, que casar-se-á no ano seguinte e que, quem atirar uma moeda de costas ao lago e pedir um desejo, verá o seu desejo comprido. Daqui a um ano poderei dizer se pelo menos uma destas lendas está correcta…

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Terminada a visita a este lugar de fé e história, estava na hora de seguir viagem em direcção aos lagos, e a paisagem prometia. Com estradas ligeiramente mais estreitas e muita vegetação em redor, são muitos os carros em peregrinação. As paisagens são deslumbrantes mas atenção com as curvas e com o que podem encontrar na estrada (ver vídeo no final).

Chegados à zona dos lagos, existem dois parques de estacionamento. Um logo após o Lago Enol, e outro já perto do Lago de La Ercina. Neste segundo só é permitido permanecer se de facto existir lugar (não é permitido estacionar fora do parque), caso contrário, terão que estacionar no primeiro parque e subir a pé. Eu recomendo arriscar porque ainda são uns valentes metros a subir.

É possível ainda ler em alguns sites que no verão, quando a afluência de visitantes é muita, a estrada é cortada a veículos particulares sendo apenas permitida a sua circulação no inicio da manha e no final do dia, existindo um autocarro que faz a ligação de Cangas de Onis aos lagos com várias paragens pelo meio, no entanto, não consegui confirmar se esta informação é verdadeira e em que datas/condições isso acontece.

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A chegada ao primeiro lago, o Lago Enol, foi sem dúvida um dos pontos altos desta viagem. Já tinha visto inúmeras fotos, de verão e de inverno mas, estar ali ao vivo e com um tempo espectacular, é indescritível. Uma viagem que valeu cada quilómetro até ali chegar. A água calma e transparente, o sol a bater na face e aquelas cores verdes em nosso redor foi de facto uma imagem que ficou gravada para sempre na memória.

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Este lago está localizado a 1070 metros acima do nível do mar, no maciço ocidental dos Picos da Europa, tem uma profundidade máxima de cerca de 25 metros, um comprimento máximo de 750 metros e uma largura de cerca de 400 metros. À beira do lago está submersa uma imagem da Virgem de Covadonga, que, a cada 8 de Setembro é retirada para ser usada na procissão.

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Uns metros mais acima, podemos encontrar então o segundo parque de estacionamento que dá acesso ao Lago de La Ercina. O verde do campo, o azul do céu e a neve ainda no topo das montanhas fazem desta imagem o quadro perfeito. Dá vontade de fazer o que muitas pessoas faziam… percorrer aquele relvado até junto do lago ou simplesmente deitar por momentos naquele relvado e absorver tudo o que os nossos olhos captavam.

Desta zona também se consegue ter uma melhor visão do Lago Enol já que nos encontramos quase 100 metros acima e existe uma “varanda” para podermos contemplar essa vista.

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O Lago de La Ercina, ligeiramente inferior ao Lago Enol, encontra-se a 1108 metros acima do nível do mar e a sua profundidade máxima é de 3 metros. Ambos os lagos têm origem glaciar e estão separados apenas por 600 metros de distância um do outro.

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Chegava a hora de nos despedirmos daquele local mágico rodeado de natureza sem grande intervenção humana, para além das estradas, claro. Na descida, uma curta paragem no Mirador de la Reina, de onde é possível ver as montanhas do norte dos Picos da Europa. Com uma vista panorâmica, é possível visualizar parte do conselho de Onis, Canga de Onis e Covadonga. À esquerda, Parres e Arriondas, e à direita Cabrales e Sierra del Cuera.

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Os Picos da Europa ficavam agora para trás e tinha início a fase de regresso a casa, mas sem antes deixar de passar por Gijón e pernoitar em Cudillero. Esta opção deveu-se ao facto de querer passar por Santiago de Compostela já que há mais de 10 anos que não passava por lá e pareceu uma boa altura para o fazer.

Chegados a Gijón, a cidade mais povoada das Astúrias, era altura de esticar as pernas pelo bairro Cimavilla, a parte mais antiga da cidade onde é possível encontrar ruínas de umas termas romanas. No século XVI é construída uma porta e o bairro converte-se em área residencial para os marinheiros começando depois a expansão de Gijón para o sul.

Neste pequeno jardim onde se encontram as ruínas das termas romanas, também é possível encontrar uma estátua de Augusto, Imperador Romano que governou de 27 a.C. até sua morte em 14 d.C., e a Iglesia San Pedro. Deste local é também possível observar toda a baía da Playa de San Lorenzo.

Subindo em direcção ao Cerro de Sta Catalina, vamos encontrar o Elogio do Horizonte (Elogio del Horizonte), escultura de concreto, obra do escultor espanhol Eduardo Chillida.

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Pouco mais de 50 km percorridos e chegávamos agora a Cudillero, com pouco mais de 5.000 habitantes, é um importante porto de pesca que, durante o verão, é uma importante atracção turística e notou-se com a dificuldade de arranjar alojamento. Acabei por me afastar um pouco do centro porque estava praticamente tudo esgotado, pelo menos os alojamentos com preços mais acessíveis.

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As casas parecem amontoadas mas criam uma imagem engraçada no seu todo. Subindo do centro pela estrada principal CU-2 em direcção à E-70, virando depois à esquerda para La Atalaya, a estrada vai terminar num cemitério. Descendo a pé conseguem ter uma vista fantástica sobre o farol de Cudillero e o aglomerado de casas. Vale a pena dar um passeio a pé pelo centro, seja durante o dia seja durante a noite.

O estacionamento junto às casas é praticamente impossível, já para não dizer proibido. O melhor é deixar o veículo na ponta oposta ao farol onde existe um grande estacionamento para automóveis, mas também existe um local reservado a motociclos. Assim não terão surpresas desagradáveis.

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A terceira noite foi no Hotel Alvaro, a 5 minutos de mota do centro de Cudillero. Tal como referi, mesmo em Junho é difícil arranjar alojamento a preços acessíveis já que existe muita procura. Um quarto duplo ficou por 33 € sem pequeno-almoço, no entanto acabámos por tomar o pequeno-almoço pagando 3 € adicionais. Não é nenhum buffet de hotel mas não foi mau de todo.

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Os quartos parecem ter sido renovados à pouco tempo e embora com um problema na caldeira de àgua quente, a rapariga não descansou enquanto não resolveu o problema. Importa referir que este alojamento não tem atendimento 24 horas, ou seja, tive que ligar para o número de telefone que estava na porta para que viessem fazer o check-in.

A escolha deste local também se deveu ao facto de ter parque de estacionamento privativo nas traseiras, ideal para deixar o veículo resguardado.

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Para jantar, recomendo no centro o Bar Casa Julio, com as famosas tapas ou então com pratos bastante completos e acessíveis em termos de preço, já para não falar no ambiente que é bastante agradável e acolhedor. Eu que nem sou de tirar fotos de pratos de comida e partilhar, tive que o fazer, e o mais giro é que isto era prato para duas pessoas e comi tudo sozinho… O preço? Não passou os 15 euros para a refeição completa já com bebidas incluídas.

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Dia 4: 840 km, de Cudillero a Lisboa

Agora já não havia dúvida, para Sul é que era o caminho, com uma curta paragem em Santiago de Compostela a pouco mais de 250 km de distância do local de pernoita.

Santiago de Compostela é uma cidade internacionalmente famosa como um dos destinos de peregrinação cristã mais importantes do mundo, cuja popularidade provavelmente só é superada por Roma e Jerusalém.

Ligada a esta tradição de peregrinação, que remonta à fundação da cidade no século IX, é impossível não reparar, e visitar, a catedral de Santiago, com fachada barroca que infelizmente se encontrava em restauração no momento da visita. Esta Alberga o túmulo de Santiago Maior, um dos apóstolos de Jesus Cristo.

A visita a esse túmulo marca o fim da peregrinação, cujos percursos, os chamados Caminhos de Santiago, se estendem por toda a Europa Ocidental ao longo de milhares de quilómetros. Desde 1985 que o centro histórico faz parte da lista de Património Mundial da UNESCO.

Importa referir que arranjar lugar para estacionar a mota não foi nada fácil. Dei várias voltas na tentativa de arranjar um lugar decente e sem arranjar problemas, até porque muitas das ruas, se não mesmo todas as que fazem parte do centro histórico, são proibidas ao trânsito.

Acabei por estacionar num parque localizado na Av. de Xoán XXIII, de frente para a Biblioteca Pública de Santiago de Compostela. É um parque subterrâneo com lugares reservados para motociclos. Não me recordo qual o valor que paguei mas não achei nada exagerado, e sempre me deu mais segurança.

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Já muito perto de Portugal, voltámos às auto-estradas já que compensava em termos de tempo, mesmo sabendo que esta parte do percurso continha portagens. Se tiverem Via Verde, podem mandar activar para terem o serviço activo em Espanha. Eu nem fazia ideia que funcionava em Espanha mas pelos vistos tinha esta função activa, no entanto numa das portagens não sei porquê mas não funcionou e o que me safou foi o cartão de crédito. Este trajecto por auto-estrada não foi mais de 15 € em portagens e de facto, fez poupar bastante tempo se ao invés tivéssemos optado por estradas nacionais.

Em Portugal a ideia seria parar em Valença e depois em Vila Nova de Cerveira, mas optámos por seguir viagem. Caso tenham tempo, não deixem de visitar o Forte de Valença, e o miradouro O Cervo em Vila Nova de Cerveira. A vista deste miradouro é simplesmente fantástica… Podem ver um pequeno vídeo que realizei com um drone no ano passado neste mesmo local, seguindo este link para o meu canal de Youtube.

Continuámos então a descer e descansámos apenas no Santuário de Santa Luzia, em Viana do Castelo. Também só lá tinha estado uma vez e queria rever a vista ímpar sobre a região que concilia o mar, o rio Lima com o seu vale e todo o complexo montanhoso envolvente. O Santuário de Santa Luzia, também conhecido como Templo-Monumento de Santa Luzia, ou Templo do Sagrado Coração de Jesus em Santa Luzia, localiza-se no alto do monte de Santa Luzia e assume-se como o “ex libris” e “cartão-de-visita” da cidade de Viana do Castelo. Este Santuário começou a ser construído em 1904 e foi concluído em 1959, por iniciativa da Confraria de Santa Luzia, entidade que tutela o monumento.

No seu interior é possível ver os vitrais das rosáceas, executados em Lisboa na oficina de Ricardo Leone. Os frescos que representam a Paixão e a Ascensão de Cristo, na cúpula, são da autoria de Manuel Pereira da Silva. Sei ainda que é possível subir a uma das torres, com um custo associado, mas a hora a que cheguei já não era possível fazer a subida.

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Em jeito de conclusão, já só faltava a A1 até Lisboa. Fazer auto-estrada não é de todo o tipo de estrada que mais gosto de fazer até porque a noite já se aproximava a passos largos. Mesmo assim cheguei a casa com o sentimento de “dever cumprido”. Foram cerca de 2.201 km em 4 dias, mas com estradas fantásticas e vistas deslumbrantes. Não fosse a distância até lá tão grande e provavelmente já teria lá voltado novamente.

No final deixo-vos também algumas considerações e informações que poderão dar jeito, bem como os gastos que tive à excepção das refeições que não tomei nota. Com uma média de 3,39 L aos 100 km, penso que foi uma excelente média para uma viagem que também teve muita auto-estrada.

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Algumas considerações e informações adicionais

– Como já conhecia alguns dos locais por onde passei, 4 dias de viagem foram suficientes mesmo dando a volta por Santiago de Compostela. Caso estejam a fazer a viagem pela primeira vez, vale a pena explorarem um pouco mais Potes, Canga de Onís e Las Arenas (Cabrales) em Espanha, e Valença, Vila Nova de Cerveira e Caminha caso façam o regresso por aquela zona de Portugal.

– Não esquecer do impermeável, mesmo sendo verão, o tempo na zona Este dos Picos da Europa parece ser mais instável. Podem fazer uma verificação do material a levar no meu artigo O QUE LEVAR NA BAGAGEM PARA A VIAGEM.

– Na eventualidade de descerem pela auto-estrada, vindos de Santiago de Compostela, caso tenham Via Verde confirmem que esta está activa para ser usada em Espanha evitando filas e/ou trocos (convém ter sempre um cartão de crédito à mão para o caso de a Via Verde não funcionar).

– Certifiquem-se que ao usar GPS tem os mapas mais actuais instalados. Fiz o planeamento da viagem através do programa TyreToTravel mas não tinha os mapas mais recentes no TomTom e aconteceu por 2 ou 3 vezes não ter a estrada no GPS já que eram muito recentes e não consegui fazer uma navegação em total descanso.

– Caso gostem de fotografia, ou simplesmente pretendam registar toda a vossa viagem mas não querem utilizar o telemóvel para o fazer, podem usar um GPS TRACKER. Não só regista a vossa viagem como poderão georreferenciar as vossas fotos quando estiverem de regresso a casa. Infelizmente na altura ainda não tinha este equipamento, mas agora não faço viagens sem ele.

Alojamentos

Tierra de la Reina » 35,50 € (quarto duplo, sem pequeno-almoço)
Hostal Poncebos » 49,00 € (quarto duplo, com pequeno-almoço)
Hotel Alvaro » 33,00 € (quarto duplo, sem pequeno-almoço)
TOTAL: 117,50 €

Gasolina (depósito cheio em Lisboa)

Elvas > 7,01 L a 1,514 € por L » 10,61 €
Casar de Cáceres > 5,97 L a 1,089 € por L » 6,50 €
Calzada de Valdunciel > 7,38 L a 1,159 € por L » 8,55 €
Potes > 12,29 L a 1,139 € por L » 14,00 €
Soto Del Barco > 11,95 L a 1,229 € por L » 14,69 €
Santiago de Compostela > 10,49 L a 1,239 € por L » 13,00 €
Mealhada > 11,74 L a 1,519 € por L » 19,03 €
Lisboa > 7,86 L a 1,501 € por L » 11,81 €
TOTAL: 74,69 L / 98,19 € / 2.201 km percorridos (média de 3,39 L aos 100 km)

Portagens (Via Verde) Lisboa » Picos da Europa

Coina > Elvas » 11,31 €
TOTAL: 11,31 €

Portagens (Via Verde) Picos da Europa » Santiago Compostela » Lisboa

Santiago de Compostela > Pontevedra » 5,40 €
Pontevedra > Vigo » 3,60 €
Vigo > Tui » 2,55 €
Neiva > Angeiras » 2,59 €
Grijo > Alverca » 14,88 €
TOTAL: 29,02 €

TOTAL: 256,02 € (+ refeições)

Resumindo a viagem, deixo os pontos de paragem (a negro) e de passagem (a itálico).

  • TOTAL de KMs: 2.201 km

Mapa do Percurso

Caso pretendam o ficheiro para GPS, podem fazer download do ficheiro picos-da-europa-percurso-completo.zip. (incluí versões GPX, KML, KMZ e TRF), e recomendo o programa (gratuito) TyreToTravel para planeamento das vossas viagens, e conversão para GPS.

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César Filipe 24 Setembro 2016 - 2:19

Boas fotos e boa descrição da viagem 😉
Ver se tiro umas dicas para o próximo ano…

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Nuno Madeira 24 Setembro 2016 - 13:35

Obrigado César Filipe. Recomendo mesmo uma ida aos Picos da Europa, embora com algumas estradas de mau piso (é normal por causa dos Invernos rigorosos), existem muitas outras que já dão saudades, e a paisagem, bem, algumas fotos falam por si. Qualquer dúvida, é só dizeres 🙂 Boas Curvas!

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Ruben Afonso 24 Setembro 2016 - 18:25

Muito bom companheiro 😉 Espero conseguir ir em breve ao Picos também!

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Nuno Madeira 24 Setembro 2016 - 21:03

Obrigado, não fossem os 800 km que separam Lisboa dos Picos da Europa, e já tinha lá voltado 🙂 Boas Curvas!

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Nelson 26 Setembro 2016 - 9:14

Excelente passeio. Espero fazer o mesmo no próximo ano com um grupo de amigos.

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Nuno Madeira 26 Setembro 2016 - 14:46

É mesmo Nelson. Mesmo com zonas com piso um pouco irregular (provavelmente devido ao clima de inverno), são estradas de montanhas espectaculares, para conduzir, e pela vista. É de evitar ir em pleno Agosto principalmente por causa da “peregrinação” a Covadonga. Boas Curvas!

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Fernando Rasteiro 14 Janeiro 2017 - 9:57

Boa descrição da viagem, vou servir-me destes dados para este ano, obrigado pela informação.
Obrigado Nuno

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Nuno Madeira 14 Janeiro 2017 - 12:17

Obrigado eu pelo comentário Fernando Rasteiro, e espero que tenha incentivado à visita dos Picos da Europa porque, é de facto uma viagem fantástica, com estradas e locais fantásticos.

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Carlos 9 Abril 2017 - 15:40

Excelente crónica! Muito bem narrada e detalhada, parabéns!
É um destino que tenho em mente já há algum tempo. Ler estas palavras e ver estas fotos, dá ainda mais vontade de ir 😉
Obrigado, um abraço

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Nuno Madeira 9 Abril 2017 - 18:13

Obrigado pela mensagem Carlos. Foi uma viagem inesquecível, sem dúvida, e tivemos muita sorte porque no dia em que subimos aos lagos o tempo estava espectacular… Não fosse a distância e já lá tinha voltado. Abraço e boas curvas!

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Claudio 2 Maio 2017 - 23:07

Excelente crónica e muito util. Irei com +6 amigos para os Picos da Europa ja na proxima 5af. Tenho uma Yamaha MT-10 que apenas tem um depósito que permite autonomias de 180-200 kms. É um problema abastecer nos Picos da Europa?

Existem postos de abastecimento em Riaño, Cangas de Onís, etc?

Preocupa-me nao ter autonomia para sair de Cangas de Onis -> Covadonga -> Lagos e ir até Potes pelo lado nordeste do parque.

Qualquer info sera bem vinda!

Obrigado,

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Nuno Madeira 3 Maio 2017 - 10:05

Olá Cláudio, e obrigado pelo comentário.
Quanto ao abastecimento, sei que há postos de combustível em Riaño, Cangas de Onís e Potes, mas deverá haver também noutros locais do Parque Nacional de Los Picos de Europa (como Las Arenas e Panes). O parque parece enorme mas não é. O único conselho que dou é para se ter atenção aos horários porque ao contrário de em Portugal, lá os postos de combustível costumam fechar cedo… Numa outra situação, quando fui à Serra de Gredos no sul de Espanha, fiquei sem gasolina porque passei por inúmeros postos de combustível mas todos eles fechados (já era noite). 180-200km acho que é suficiente para cruzar o parque sem grande stress e aproveitar a vista e as curvas.
Aproveito ainda para desejar uma boa viagem 🙂 Boas curvas!

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Mario Lima 4 Maio 2017 - 12:43

Parabéns pela reportagem companheiro, sem duvida inspirador.
Uma pergunta: fazer esta viagem em 125cc é uma viagem exequível?

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Nuno Madeira 4 Maio 2017 - 13:32

Obrigado Mário Lima. Penso que não há qualquer problema em se fazer a viagem numa 125cc. O meu maior medo na altura foram as viagens de ida e volta que rondaram os 800 km (Lisboa a Riaño e o regresso por Santiago de Compostela porque queria visitar a Catedral). Fiz quase sempre estradas nacionais a uma média de 80-90km/h com algumas paragens para descansar. Já chegados ao Parque Natural, aquilo até pode parecer grande no mapa mas a circulação é muito fácil e cruzei-me com muitos motociclistas, com todo o tipo de motas. Não fosse a distância de ida e volta (de Lisboa), e acho que já lá teria ido novamente 🙂 Já estando por lá as distâncias podem ser curtas, consoante os dias que pretende ficar por lá. Como já lá tinha ido antes, alguns dos locais já conhecia e não tirei tanto tempo para lá ficar. A minha recomendação passa por uma permanência de pelo menos 2 dias para conhecer os melhores locais e miradouros do Parque porque sem dúvida que há muito para ver e explorar. Se as viagens de ida e volta não lhe parecerem muito, então acho que vale a pena lá ir porque o Parque é fantástico. (a zona norte que já pertence às Astúrias, na altura do verão é capaz de ter muita afluência de turistas pelo que, recomenda-se maior cautela e antecipação na programação principalmente por causa do alojamento)

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Ricardo Bernardo 4 Maio 2017 - 14:06

Parabéns pelo blogue, descrição, e gostei muito da montagem do video.
Já tive o prazer de visitar os picos da Europa por três vezes, duas de mota. Adoro aquilo.

Tens algum blogue da tua viagem à Escócia? Está na minha Bucket List há uns anos 🙂

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Nuno Madeira 4 Maio 2017 - 14:21

Muito Obrigado Ricardo pelo comentário. Aos Picos da Europa só fui duas vezes, uma de carro no Inverno e esta que aqui relato, mas também gostava de lá voltar. Quanto à Escócia, ainda não tenho informação no blog sobre as viagens que fiz mas tenciono colocar brevemente, tal como gostava de lá voltar muito brevemente para actualizar o meu portefólio fotográfico (que é uma boa desculpa para lá ir novamente). Já percorri quase toda a Escócia mas de carro… de mota deve ser ainda melhor!

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António Roque 21 Junho 2017 - 10:50

Muito bom e muito completo, que até me leva a refazer o plano de ida e volta que tinha planeado para a minha viagem aos picos da europa em setembro próximo. Antes de viajar´passa a ser obrigatório vir aqui para ver se há alguma coisa relacionada. Está de parabéns e continue a postar. Obrigado Nuno.

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Nuno Madeira 21 Junho 2017 - 20:28

Muito obrigado pelas palavras António. Já tinha ido a Gibraltar antes mas a viagem aos Picos da Europa marcou muito pela positiva e ter escrito esta publicação deu-me imenso gosto. Espero, para breve, ter mais aventuras para partilhar. Abraço e boas curvas! 🙂

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Daniel Almeida 11 Julho 2017 - 1:51

Boa noite, desde já parabéns pela partilha, o artigo está absolutamente espectacular! Vou fazer exactamente este percurso de mota dentro em breve e estou com grandes expectativas. A minha única dúvida prende-se em que sitios parar para comer. Dos sítios onde estiveram há algum restaurante que se destaque ou existem algumas recomendações imperdíveis na zona? Obrigado! Abraço​

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Nuno Madeira 11 Julho 2017 - 20:08

Muito obrigado pelo comentário Daniel. Não tenho nenhum restaurante de referência para aqueles lados até porque nunca fui muito fã da comida espanhola… Uma das refeições até comprámos no supermercado e parámos num parque de merendas, pouco antes de chegar a Posada de Valdeón, e foi muito interessante porque apenas ouvíamos o som de uma cascata e o dos pássaros de um lado para o outro. Como já tinha lá ido antes, embora de carro, tive pouco tempo em alguns dos locais que recomendo perder um pouco mais de tempo, como é o caso de Potes (zona Este, a caminho de Fuente Dé), Canga de Onís (a caminho do santurário Covadonga) e Las Arenas de Cabrales (zona Norte do parque). Aqui certamente não faltaram locais para refeições até porque são das zonas com maior densidade populacional. Espero que corra tudo bem e acima de tudo, que desfrutes das estradas e da paisagem porque vale muito a pena 🙂

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Sérgio Poupado 21 Julho 2017 - 9:13

Olá!
Após alguma pesquisa sobre percursos deparei-me com o teu blog… que bateu exactamente na planificação que eu estava a fazer para uma visita aos Picos! 😉
Deixei de me preocupar e simplesmente agarrei-me ao teu texto para organizar a minha vigem.
Vou de mota mais um companheiro fazer exactamente o percurso que tão bem descreves e só altero duas coisas: Vamos fazer a Ruta del Cares e não regressamos por Santiago.
O resto da viagem vai ser todo igual, assim as motas o queiram… he he he
Também tínhamos planeado os quatro dias, um para cada lado e dois dias para desfrutar.
Nós vamos de Torres Novas e não pretendemos pagar portagens, qual o percurso que nos sugeres para ir e para regressar?
Vamos de 28 a 31 de Julho (próxima semana).
Obrigado e espero continuar a seguir as tuas inspiradoras aventuras. (quem sabe um dia não nos encontramos por aí…)

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Nuno Madeira 21 Julho 2017 - 16:32

Olá Sérgio, obrigado pelas palavras 🙂
Eu já tinha feito a Ruta del Cares em 2013, em pleno inverno. Sem dúvida que recomendo esta aventura, seja verão ou inverno, para quem gosta de fazer caminhadas pelo meio da natureza e sem estradas à vista. Cuidado com as cabras que podem aparecer pelo caminho… elas começam a olhar de lado e uma pessoa não percebe qual a intenção delas. 😀
Em 2013 aproveitei também para visitar, com mais calma, Cangas de Onís, Las Arenas e Potes e por essa razão não perdi tanto tempo nestes locais desta vez, mas aconselho a uma visita a todas elas, que mais não seja para um passeio pelas ruas porque cada uma delas têm pormenores muito interessantes.
A questão de fazer a volta por Santiago foi uma opção pessoal porque há mais de 10 anos que não passava lá e aproveitei a volta para o fazer, mas a maior parte das pessoas não faz esse percurso. Foi mesmo só pela oportunidade.
Quanto ao percurso, e para evitarem autoestradas com portagens ou pórticos, sugeria parte do percurso que fiz no ano passado quando fui até Monsanto e Penha Garcia, dá uma vista de olhos no DIA 3 (o do regresso) em https://www.diariodoviajante.pt/passeio-pelo-alto-alentejo-e-beira-baixa/ De Torres Novas irias em direção a Constância, Abrantes, Gavião, Nisa, Vila Velha de Rodão, Castelo Branco, Penamacor e depois a saída que dá para La Alberguería de Argañán. Em cruzei estas estradas em pleno Agosto e para além de não ter apanhado qualquer transito, as estradas são de boa qualidade. Este trajeto dá uma estimativa de 8 horas de viagem que foi o mesmo que tinha de Lisboa com saída em Badajoz. Acho que é mais que suficiente para terem tempo de fazer várias paragens pelo caminho e ainda chegam a Riaño com a luz do dia tal como nós chegámos.
Aproveitem as paisagens dos Picos da Europa porque aquilo é mesmo fantástico. Não fosse tão longe e já lá tinha voltado!
Boa viagem e boas curvas! E quem não sabe mesmo se um dia não nos encontramos para uma voltinha! 🙂
Abraço

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Luis 8 Outubro 2017 - 15:27

Boa tarde.
Acabamos de chegar dos Picos da Europa e o nosso guia foi o V/ Blog, vim vos agradecer.. Obrigado

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Nuno Madeira 9 Outubro 2017 - 13:06

Obrigado Luís. Espero que o percurso tenha sido uma boa ajuda e acima de tudo, que tenham gostado da viagem e tudo tenha corrido bem. Boas curvas!

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Pacotes de Viagens 20 Novembro 2017 - 16:43

Adorei o post. Fotos lindas. Parabéns

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Nuno Madeira 20 Novembro 2017 - 17:27

Obrigado pelo comentário 🙂

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Paulo Carvalho 27 Dezembro 2017 - 21:23

Olá
Obrigado pela descrição completa e as fantásticas fotos. Vai me ser muito útil pois estou a pensar ir com uns amigos no inicio de 2018 com a minha Honda Deauville percorrer essas estradas que parecem fantásticas .

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Nuno Madeira 28 Dezembro 2017 - 11:31

Olá Paulo, e obrigado pelos comentários. A viagem é mesmo fantástica, e as estradas de montanha são deliciosas de percorrer, não só pela paisagem envolvente mas também pelas curvas. O ponto alto da viagem para mim foi sem dúvida a visita a Covadonga (embora já lá tinha estado antes) e os lagos… É uma vista difícil de descrever por palavras. Qualquer dúvida que possa surgir, é só dizer 🙂 abraço e boas curvas!

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Rui Silva 13 Janeiro 2018 - 19:08

Boa tarde amigo, não reparei se indicas te o mês em que fizeste a viagem, por isso pergunto se no final de maio na tua opinião será boa altura para o fazer, visto ter tirados uma semanada pra la ir com uns amigos.
Obrigado boas curvas…

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Nuno Madeira 14 Janeiro 2018 - 14:22

Boas, fui nos feriados de Junho. Penso que no final de Maio já será uma boa altura lá ir, mas depende também do quanto rigoroso será o Inverno por lá. Nos dias que lá tive, já sabia à partida que ia apanhar um dia menos bom (o segundo dia de viagem), e nos restantes a probabilidade de céu limpo era elevada, tive sorte. Aquilo lá parece o microclima de Sintra, pelo que aconselho a, mais perto da altura, irem acompanhando a meteorologia para aqueles lados para estarem preparados. Nos primeiros dias de Junho ainda vimos a neve no topo das montanhas, o que foi espectacular, e já não estava muito frio. Qualquer dúvida, é só dizer. Boas curvas!

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Luis 16 Fevereiro 2018 - 23:43

Boa descrição, estou a pensar fazer está viagem tão fantástica mas queria saber qual a melhor altura para ir o mais breve possível… Estou com medo de apanhar neve ainda,será melhor deixar para o verão?

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Nuno Madeira 17 Fevereiro 2018 - 15:23

Olá Luís, eu fui nos feriados de Junho e embora tenha apanhado um dia nublado com alguns pingos, já deverá ser normal por aqueles lados já que parece ter um microclima como a Serra de Sintra… penso que finais de Maio e Junho serão os melhores meses, isto porque Julho e Agosto o problema não é o tempo mas sim a quantidade de turistas que vão para aqueles lados por causa das peregrinações a Covadonga (imensos turistas durante o verão) ou até mesmo os entusiastas de caminhadas, porque existem por lá excelentes trilhos para isso… Por isso, a minha recomendação, para ter já sorte com o tempo e sem confusões, seria finais de Maio, ou durante o mês de Junho.

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Bruno Rodrigues 23 Março 2018 - 18:02

Diário de bordo muito preciso e interessante. Parabéns pelo excelente trabalho. A ver se neste próximo verão tiro a fuligem do escape e faço esse mesmo percurso.
Abraço.

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Nuno Madeira 24 Março 2018 - 11:31

Caro Bruno, obrigado pelos comentários. Será certamente uma viagem que ficará na memória, a mim ficou 🙂 Evite apenas o mês de Agosto porque na zona norte (Santuário de Covadonga e Lagos), é um local de peregrinação de muitos turistas nessa altura do ano. Boas curvas!

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Diogo 16 Abril 2018 - 10:59

Óptima Crónica, obrigado !

Fica na lista para fazer esta primavera/verão. Experimentar carregar os ficheiros gps no garmin

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Nuno Madeira 16 Abril 2018 - 14:04

Obrigado pelo comentário Diogo. Vai ser certamente um belo passeio (eu adorei a experiência). Qualquer dúvida, é só dizer 🙂 Boas curvas!

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Cristiano Ferreira 2 Maio 2018 - 17:25

Quando tento planear uma passeata algures de mota, tento pesquisar ao máximo os locais e informações que surjam na net.
Pela sua partilha “bebi” informações mais que suficientes; óptimas descrições, muito pormenorizadas e que me faz pegar na mota e arrancar. Mas ainda faltam uns dias!
Muito obrigado e continuação de boas curvas

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Nuno Madeira 2 Maio 2018 - 21:44

Olá Cristiano, e muito obrigado pelo comentário 🙂 Espero ter ajudado com algumas das dicas que deixei no roteiro. Terei mais alguns roteiros para breve no blog. Boas curvas!

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Roberto Mataloto 15 Junho 2018 - 2:05

É a viagem dos meus sonhos. E vou aos picos da Europa em novembro, sei que não é a altura melhor. Mas é quando posso. Em novembro irei com a minha mulher. Comecei hoje a organizar a minha viagem ao Picos da Europa e o seu artigo foi essencial. Muito obrigado
Abraços de Redondo Alentejo

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Nuno Madeira 15 Junho 2018 - 10:27

Obrigado pelo comentário Roberto. Das poucas longas viagens que fiz, foi sem dúvida a que mais gostei não só pelo local, mas pela paisagem, pela companhia, pelo que se vê de novo mesmo já tendo estado lá antes. Mesmo em novembro pode ser que se consiga bom tempo até porque agora anda tudo meio trocado. Espero ter contribuído com algumas dicas e se surgir alguma dúvida entretanto em que possa ajudar, é só dizer 🙂 Boas Curvas!

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Carlos 1 Julho 2018 - 22:01

Antes de mais obrigado por partilhares a viagem . Está bem estruturada e parece top. Eu vou agora em julho mas vou fazer o sentido inverso. Queria perguntar-te uma coisa Nuno, falas em piso em mau estado. Lembras-te de algum especialmente mau para eu evitar? é que tenho a minha mota é estradeira e um bocadinho dura por isso queria evitar piso muito mau.
Obrigado

Responder
Nuno Madeira 2 Julho 2018 - 18:30

Olá Carlos, e muito obrigado pelo teu comentário. Quando falo em piso em mau estado não creio que seja impeditivo para motas, mesmo sendo só de estrada. Lembro-me bem de uma parte do percurso em que a estrada tinha muitas fissuras no alcatrão (na grande maioria preenchidas com alcatrão liquido), e também senti alguma dificuldade no inicio para tentar perceber o tipo de alcatrão que era porque tinha uma cor alaranjada e às tantas não sabia se era gravilha solta ou se era mesmo do piso. Quanto a buracos propriamente ditos, não me recordo de ver. Com os devidos cuidados na condução consegue-se fazer bem a viagem. Podes tentar ver no Google Maps (Street View) na zona de Portilla de la Reina. É o inicio da estrada que vai em direção a Posada de Valdeón. No teu caso, se fizeres o percurso inverso, será a chegar a Portilla de la Reina. A que segue desse local em direção a Potes, no inicio, também está (estava) nessas condições (atenção que as imagens do Street View são de 2009 por isso há que dar alguma tolerância). De resto, não me recordo assim nenhum outro local em que tenha tido mais atenção que o normal ao piso até a grande maioria das estradas pareceram-me em muito boas condições. Espero ter ajudado e se surgir mais alguma dúvida é só dizeres, e boa viagem! 🙂

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Bruno Ribeiro 30 Agosto 2018 - 20:47

Boas
por acaso não tem os tracks separados por dia? grande reportagem parabéns!

Responder
Nuno Madeira 31 Agosto 2018 - 20:40

Olá Bruno, e obrigado pelo comentário. Enviei email com os TRACKS separados por dias 🙂 abraço

Responder
Nuno Madeira 31 Agosto 2018 - 20:45

Bruno, enviei dois emails mas ambos vieram devolvidos. Envie-me o seu email correto através do formulário em https://www.diariodoviajante.pt/contactos/ para poder enviar os TRACKS. Abraço

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João Diogo Silva 17 Outubro 2018 - 11:37

Olá Bruno. Este blog está excelente. Como ainda estou a começar nas aventuras compridas de moto, tenho uma dúvida pertinente: Onde é que as motas “dormiam”? Na rua?

Responder
Nuno Madeira 17 Outubro 2018 - 11:43

Olá João, obrigado pelo teu comentário. Quanto à tua questão, as motas ficaram sempre na rua. O Tierra de la Reina é um local bastante conhecido e usado por motards que vão/estão a percorrer os Picos da Europa e é quase certo que verás mais motas no local. No Hostal Poncebos as motas ficaram mesmo perto da entrada e do quarto onde estava dava para ver perfeitamente. Já em Cudillero havia um parque privado, embora ao ar livre. Espero ter ajudado! Boas Curvas!

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Talita Cavalcante 21 Janeiro 2019 - 15:18

Olá, obrigada pelas dicas. Eu vou de carro e queria fazer a Ruta del Cares por Cain de Valdeon dia 23/02, mas descobri que vai ter neve nessa época e não sei dirigir com neve (sou brasileira), você já foi no inverno sabe se consigo ir por Poncebos sem pegar neve?

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Nuno Madeira 21 Janeiro 2019 - 15:48

Olá Talita. Já fiz a Ruta del Cares em pleno Inverno (Fevereiro) e nessa altura a única maneira de fazer a rota foi mesmo pelo lado de Poncebos porque o outro lado não estava transitável devido à neve que tinha caído nesses dias (também não consegui subir aos lagos por causa da neve). Fiz o trajeto ida e volta a pé com partida de Poncebos. Indo para Poncebos através de Las Arenas, não deverá haver problemas a não ser que surja um nevão de maiores dimensões. A rota em si não tinha neve mas nos topos havia alguma ao ponto de parte dela ter caído a determinado momento e pregado um susto enorme por causa do barulho que fez. Felizmente foi do outro lado do rio e não do lado da rota. Seja em que altura do ano for, vale muito a pena! Espero ter ajudado 🙂

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Artur Batista 21 Janeiro 2019 - 23:06

Boas e obrigado pelo excelente trabalho, estou a pensar ir em Abril com amigos e acho que me vou guiar por estas dicas.
abraço!

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Nuno Madeira 22 Janeiro 2019 - 13:48

Muito obrigado pelo comentário Artur. Adorei a viagem e ainda bem que de alguma maneira posso contribuir também no planeamento de outros entusiastas. Boas curvas e boa viagem! 🙂

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Goncas 27 Fevereiro 2019 - 21:23

Mesmo o que procurava! Excelentes reportagens vou fazer download da primeira rota que irei seguir e voltarei para o meu comentário pessoal! Entretanto vou acompanhando o blog pois estou para já curioso com a frequência com que vão meter novas partilhas/rotas.

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Nuno Madeira 28 Fevereiro 2019 - 19:14

Obrigado pelos comentários e espero que tenham sido úteis! Brevemente terei novidades com mais uns passeios a realizar em Portugal! 🙂

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KTM Laranjinha 27 Fevereiro 2019 - 23:30

Só para dizer que está aqui um belo trabalho. Isto dito por alguém que já lá foi 2x de KTM Duke 125 desde Braga.
Obrigado por esta descrição top! Vou para lá este fim de semana mas desta vez de carro para mostrar à família e amigos.
Tenho um canal do tubas com uma playlist dos Picos. Grd abraço, KTM Laranjinha 😉

Responder
Nuno Madeira 28 Fevereiro 2019 - 19:22

Obrigado pelo comentário! Já subscrevi o canal no Youtube! Deve ter sido um espetaculo ir de Laranjinha aos Picos da Europa 😀 Eu antes de ir de mota já tinha ido de carro e também em Fevereiro mas por causa da neve não consegui ir aos lagos, tive que ficar por Covadonga e fiz a Ruta del Cares (muito bom para quem gosta de caminhar). Parabéns pelo canal e vou ficar atento! Abraço e boas curvas!

Responder
Jorge Monteiro 12 Março 2019 - 13:29

Olá Caros amigos motards,

Simplesmente uma viagem e um trabalho extraordinário. Parabéns !! Já agora, digam-me p.f. o nome da música de fundo do v/vídeo, linda…
Obrigado e boas viagens!!

Responder
Nuno Madeira 12 Março 2019 - 19:03

Obrigado pela visita e pelos comentários Jorge! A música do vídeo é Radical Face – Welcome Home, Son. Boas curvas!

Responder
Sergio 17 Maio 2019 - 15:20

Excelente post e descrição e que será muito útil numa viagem há muito desejada. Um detalhe que não menciona nem ninguém questionou, é a obrigatoriedade do uso do selo “P” na mota. Isso é mesmo necessário ou é mito?

Responder
Nuno Madeira 17 Maio 2019 - 15:25

Olá Sérgio e obrigado pelo comentário. Sobre o dístico “P”, infelizmente não é mito. Fora de Portugal é mesmo necessário o seu uso porque a lei dos restantes países assim o exige. Consulte o meu artigo O QUE LEVAR NA BAGAGEM PARA A VIAGEM onde falo do porquê da utilização, e como deve ser utilizado/ aplicado. Boas Curvas!

Responder
Sergio 17 Maio 2019 - 16:13

Ignore o comentário. Afinal vi na secção ” O que levar” as respostas pretendidas. Obrigado e boas curvas!

Responder
Tiago 14 Agosto 2019 - 15:28

Boas, grande viagem:)
Há hipótese de enviar por email o percurso google maps para imrimir pff.
Obrigado e continuação de boas curvas…

Responder
Nuno Madeira 19 Agosto 2019 - 9:30

Sim Tiago, vou mandar por email, desculpa a demora 🙂

Responder
Fernando Pereira 6 Outubro 2019 - 21:50

Olá Nuno Madeira, quero aqui deixar os meus votos de parabéns pela excelente crónica da viagem, ao fazer uma breve pesquisa sobre o local, esta foi a que me deixou fixado. Obrigado.
Votos de boas curvas.

Responder
Nuno Madeira 7 Outubro 2019 - 20:46

Fernando, muito obrigado pelas palavras 🙂 Foi sem dúvida uma viagem que ficou para mais tarde recordar e se de alguma maneira puder ajudar outros motociclistas, melhor ainda. Qualquer dúvida é só dizer. Boas curvas!

Responder
Lucinda 15 Outubro 2019 - 23:13

Boa noite Nuno, muito obrigada por toda a descrição que faz, sem dúvida dá-nos grandes e boas dicas.
Estou a começar a organizar a viagem que nos descreve, para abril de 2020 de mota.
Como já foi varias vezes aos picos da Europa, quero lhe perguntar se ficarmos a pernoitar sempre no mesmo sitio, por exemplo Potes e depois fazer os percursos e voltar ao mesmo hotel não será também uma boa opção?
Obrigada pelas dicas e boas curvas!

Responder
Nuno Madeira 16 Outubro 2019 - 17:45

Olá Lucinda, e obrigado pelos comentários.
A questão do alojamento, na minha opinião, depende muito dos dias e dos locais que se pretende visitar no parque. Ir de Potes aos Lagos Enol e La Ercina, por exemplo, não é muito mais que 2 horas de passeio, mas terá que contar também com as horas de regresso, logo passam a ser 4 horas de viagem num eventual dia de passeio.
Por essa razão, e porque não iria ficar muitos dias por lá, optei por fazer duas noites em locais diferentes. Uma noite à “entrada” do parque a sul (Boca de Huérgano) e depois de um dia de passeio por toda essa zona sul fui dormir à zona norte (Poncebos) que me permitiu no dia seguinte estar muito mais perto dos Lagos. Compreendo que possa ser mais fácil em termos logísticos, mas isso também vai fazer com que passe nos mesmos locais várias vezes (não é mau, principalmente se for pelo desfiladeiro de Los Beyos ou desfiladeiro La Hermida). As estradas lá são fantásticas por isso veja com o tempo que por lá estiver, qual a melhor maneira de percorrer o parque porque vale mesmo a pena 🙂 qualquer dúvida é só dizer.
Boas curvas! 🙂

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