Monsaraz, a vila que se impõe na paisagem alentejana

por Nuno Madeira
Monsaraz, a vila que se impõe na paisagem alentejana | Diário do Viajante

Todo o concelho de Reguengos de Monsaraz fica muito bem enquadrado na magnifica planície alentejana com o azul água de Alqueva como contraste, e este pedaço de Portugal ainda não constava do meu currículo.

Aproveitei um fim de semana prolongado para fazer uma pequena viagem pelo interior de Portugal, aproveitando para conhecer a Rota Megalítica de Reguengos de Monsaraz, a vila de Monsaraz, seguindo depois para sul pelas margens de Alqueva até Mourão, Aldeia da Luz, Moura, Serpa, Minas de São Domingos e, por fim, terminar a viagem em Mértola.

Esta região está intrinsecamente ligada à agricultura de cereais, olivicultura e vinha, e o clima é bastante quente e seco no verão, e com invernos chuvosos, mas curtos.

Cada vez mais se vê o turismo a incentivar a visita a todo o concelho convidando a atividades ao ar livre em contacto permanente com a natureza como passeios de barco em Alqueva ou passeios a cavalo, entre outros.

A ocupação de Monsaraz remonta a tempos pré-históricos, estando registados na região várias centenas de sítios arqueológicos dos períodos paleolítico, neolítico (megalitismo), calcolítico, Idade do Bronze e Idade do Ferro.

Romanizada e ocupada por visigodos, árabes, moçárabes e judeus, esta zona viria a cair sob domínio do Islão no século VIII, que ocuparam parte da Península Ibérica.

Pertencendo ao reino de Badajoz, um dos maiores e principais focos de cultura árabe, foi reconquistada em 1167 numa expedição liderada por Geraldo Sem Pavor. Mas a tomada de Monsaraz dura poucos anos, caindo em 1173 sob o domínio do Califado Almôada, na sequência portuguesa em Badajoz.

Só em 1232, D. Sancho II, com o auxilio dos cavaleiros templários, consegue reconquistar definitivamente Monsaraz para o domínio cristão, fazendo a sua doação à Ordem do Templo, que fica com a tarefa da sua defesa e repovoamento.

Mas as batalhas não ficaram por esta reconquista. Apesar de parte da fortificação já estar erguida em 1381, uma força inglesa tomou a vila de assalto, saqueando a mesma, e, quatro anos mais tarde, voltou a ser invadida por tropas castelhanas. Só em 1385 é que Monsaraz viria a ser recuperada por D. Nuno Álvares Pereira.

Em 1640 é proclamada a independência face à Coroa espanhola e a dinastia de Bragança começa as obras de construção de fortificações modernas na linha fronteiriça portuguesa, e Monsaraz não é exceção. A edificação avança ao redor do castelo, envolvendo a vila com muralhas adaptadas aos tiros de artilharia.

Monsaraz para além de um património histórico bastante rico, e de uma paisagem exímia, é detentor ainda de uma forte identidade marcada pelos costumes tradicionais que se refletem na gastronomia, nos vinhos e no artesanato.

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Chegando a Monsaraz, pela Estrada Municipal 514, é impossível ficar indiferente à fortificação medieval no cimo de um dos poucos pedaços de terra elevados em toda a planície do concelho.

Como vai ser possível ver mais à frente, esta muralha engloba vários monumentos, como é o caso da Igreja Matriz, Casa da Misericórdia, a Capela São José e todo o casario.

A imponência desta fortaleza na paisagem que a envolve, fazem de Monsaraz um espaço de excelência para todo o tipo de ações artísticas e culturais. Não é à toa que por isso se diz que Monsaraz é um museu a céu aberto.

O primeiro ponto de paragem é ainda antes de entrar nas muralhas da vila, na zona Norte.

Ermida de São Bento

A Ermida de São Bento, fundada nos finais do século XVI com donativos dos moradores de Monsaraz, tinha como principal objetivo o de servir as festas religiosas da vila. Com uma estrutura retangular simples, está dividida em dois planos que correspondem à nave e à capela-mor.

A Ermida encontra-se num estado avançado de degradação não tendo conseguido encontrar a razão para tal. Provavelmente terá ocorrido um incêndio que destruiu quase por completa a estrutura superior, e agora, o que mais evidencia este monumento, de aspeto abandonado, são umas fitas de sinalização e uns sinais a indicar do perigo pelo estado em que se encontra.

Mesmo assim vale a visita, não pela Ermida em si, mas pela vista que têm em seu redor.

Com um enorme parque em seu redor, vão ter uma vista sobre Monsaraz que não é possível de qualquer outro lado e, olhando para o lado Este/ Nascente, também vão conseguir ver ao longe, para além do Alqueva, o Convento de Nossa Senhora da Orada e o Cromeleque do Xerez, locais que falarei mais à frente.

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Capela de São João Batista

Às portas da fortificação fica a Capela de São João Batista que ficou englobada, desde o século XVII, no baluarte de São João.

Tem uma forma cúbica, de caráter mourisco, e levou alguns investigadores a pensarem tratar-se de uma antiga cuba árabe quando outros atribuíram-lhe uma origem quinhentista, período em que mudejarismo influenciou fortemente a arquitetura alentejana.

No seu interior, sem acesso, encontram-se pinturas realizadas por artistas eborenses no ano 1622.

Ao seu lado, um complexo de ruínas que poderá atravessar através de uma ponte elevada que também se transforma numa varanda com vista para o lago do Alqueva.

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Preparados agora para entrar na parte fortificada da vila, temos acesso ao seu interior através de quatro grandes portas.

A Porta da Vila e a Porta de Évora, as principais, são compostas de arco gótico, já a Porta da Alcoba e a Porta do Buraco são compostas com arco pleno.

Das 11h00 às 18h00 é proibido o transito a veículos no interior da fortificação, à exceção de veículos para cargas e descargas. E percebe-se o porquê já que as ruas são estreitas, o espaço para estacionamento quase inexistente e é durante este horário que a vila provavelmente recebe mais visitantes o que faz com que possam andar mais à vontade e sem os problemas do dia-a-dia.

Entrando pela Porta da Vila, a porta principal e também a mais característica de Monsaraz, podemos comprovar a estrutura defensiva protegida por dois torreões.

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As ruas estreitas da vila escondem cantos e recantos que criam a sensação de deslumbramento e surpresa não só causada pela paisagem em seu redor, mas pela história que respira e que mostra como testemunho de tempos vividos do seu passado.

O chão, que parece ser feito em pedra xisto, embora possa ser um pouco dolorosa após algum tempo de caminhada com calçado pouco confortável, parece ter sido colocada com todo o pormenor mostrando também aqui a beleza desta pequena vila com paredes revestidas de branco.

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Cisterna

Seguindo pela Rua Direita, e virando na primeira rua à esquerda, vamos encontrar um arco gótico de pedra e por baixo encontra-se a Cisterna. Construída nos finais da Idade Média, era o reservatório principal de água dentro da fortificação de Monsaraz.

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Sem que se possa ver muito bem o interior, com um pouco de sorte, e luz do telemóvel ou da câmara fotográfica, é possível ainda ver alguma água no seu interior e os arcos da estrutura.

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Subindo as escadas junto à porta da Cisterna vão chegar ao topo da Porta do Buraco e é mais um bom local para ver todo o exterior da fortificação da vila.

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Continuando pela Rua da Videiras, vamos chegar ao Largo Dom Nuno Álvares Pereira pela parte de trás da Igreja.

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Igreja de Nossa Senhora da Lagoa e Pelourinho de Monsaraz

A Igreja de Nossa Senhora da Lagoa foi construída na segunda metade do século XIII sendo a sua referência mais antiga do tempo do rei D. Dinis, mas com a chegada da peste negra que assolou a região, a igreja original desapareceu no reinado de D. João I.

A construção da atual igreja matriz é do século XVI, baseada no estilo renascentista, com três naves apoiadas em quatro colunas toscanas onde predomina o xisto tradicional.

No seu interior, que não pode ser fotografado, vai encontrar o altar-mor composto por talha dourada com duas esculturas em madeira que representam Santo Agostinho e Santa Mónica.

Ainda no interior, ornamentado com decorações artísticas dos séculos XVII e XVIII, vão encontrar oito capelas laterais e o túmulo de Gomes Martins Silvestre, o primeiro alcaide e povoador de Monsaraz, construído em mármore de Estremoz e cuja face frontal mostra o cortejo fúnebre onde desfilam diversas figuras, com uma figura alusiva à atividade do cavaleiro templário no topo.

O horário para visitar a Igreja é das 9h30 às 12h30, e das 14h00 às 18h00.

No mesmo largo encontra-se o Pelourinho de Monsaraz que estabelece o símbolo da jurisdição e autonomia do concelho.

O pelourinho original perdeu-se com o terramoto de 1755 embora tenham sido reaproveitados alguns dos elementos para o atual, construído em mármore branco de Estremoz e inspirado na arte clássica.

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Capela de São José

Ainda antes de sairmos do largo, na esquina da Rua Direita, encontramos a Capela de São José que foi erguida com o intuito de ministrar os ofícios divinos dos presos da cadeira da Comarca.

Fundada em 1708, de arquitetura simples e retangular, é composta por um arco gótico e foi construída por cima de uma antiga moradia quatrocentista.

Infelizmente este foi outro dos locais que, embora tenha estado dentro do horário de funcionamento, não se encontrava aberto.

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Já tinha referido antes o chão de xisto perfeitamente alinhado, e as paredes caiadas de branco mas, não são só estes dois elementos que nos remetem para o tradicional Alentejo. Seja através do comércio local, seja através dos poucos residentes dentro da fortificação, há pormenores espalhados por toda a vila como é o caso de uma pequena vinha que, para além de dar cor, dá também sombra num local que no verão pode atingir para cima dos 40º Celsius.

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Hospital do Espírito Santo e Casa da Misericórdia

Ainda no largo da igreja e pelourinho, encontramos o Hospital do Espírito Santo, construção do século XIII, e a Casa da Misericórdia, datada do século XVI, que ficou incorporada no complexo do antigo Hospital do Espírito Santo.

Este hospital foi uma peça fundamental da assistência na era de Monsaraz medieval já que se encontrava ao serviço dos peregrinos da Andaluzia e da margem do Guadiana, e se dirigiam para a Santa Maria de Terena.

Sofreu grandes obras de restauração e ampliação nos séculos XVII e XVIII, porém, e embora tivesse visitado aquele local dentro do que seria o horário normal de visita, tanto o Hospital do Espírito Santo, como a Casa da Misericórdia, encontravam-se fechadas.

A Casa da Misericórdia, antiga igreja de arquitetura simples e retangular, contém ladeada por duas pequenas capelas adornadas com talha dourada da segunda metade do século XVIII, com uma imagem do Senhor Jesus dos Passos (padroeiro da vila de Monsaraz), oferecida pelo Duque de Bragança, D. Teodósio II.

A sua fundação está associada à ação do Duque D. Jaime de Bragança, donatário da vila, e numa das suas dependências anexas, existe um vasto centro documental datado de finais do século XVI.

Castelo e Fortificação Medieval

A construção da fortificação de Monsaraz teve inicio após a Reconquista Cristã, mas prolongou-se por vários reinados.

Com o objetivo de aumentar o povoamento na zona e a sua defesa, até porque desempenhava um papel fundamental na defesa fronteiriça, o rei D. Afonso III ergueu a nova alcáçova e cinco torres quadrangulares que compõem.

Já no reinado do rei D. Dinis, é construída a Torre de Menagem e o muro de defesa exterior e posteriormente D. Fernando termina a obra com a cortina de separação do Alcácer com as casas da vila.

De toda a muralha, que delimita a praça de armas e é constituída em pedra de xisto e cal, é possível ter uma vista incrível sobre o lago de Alqueva e toda a planície alentejana que o rodeia.

Tal como da Ermida de São Bento, este é outro local privilegiado para observar e respirar o verdadeiro Alentejo.

Por volta de 1830 a praça de armas do castelo de Monsaraz encontrava-se ao abandono e em ruínas. Os habitantes de Monsaraz aproveitaram os materiais das antigas edificações em ruínas para reconstruir a praça de armas, agora transformada numa arena onde se realizam corrida de touros nas festas em honra do Senhor Jesus dos Passos.

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Terminada a volta pelo interior da vila fortificada, é altura de aproveitar o resto do tempo para visitar 3 pontos interessantes mais afastados da vila. Os mesmos podem ser visitados antes da visita à vila, mas preferi primeiro visitar a vila já que era a minha principal intenção e deixei o restante tempo como extra.

Saindo de Monsaraz em direção a Norte, viram à direita na rotunda em Ferragudo, e a pouco mais de 100 metros há um entroncamento à esquerda em pedra de basalto que devem seguir até chegarem ao largo do convento.

Convento de Nossa Senhora da Orada

Com inicio de construção em 1700 pelo Prior João Calvário, apenas em 1741 foi inaugurado com pertença à Ordem dos Agostinhos Descalços.

De acordo com as tradições locais, a Orada de Monsaraz tem o seu nome associado a D. Nuno Álvares Pereira que aqui rezava antes das batalhas contra Castela.

Quando a Fundação Convento da Orada foi instituída, o convento encontrava-se em ruínas. De 1988 a 1994 a Fundação concentrou a sua atividade exclusivamente no restauro e reabilitação do espaço, mantendo as técnicas tradicionais e o traçado do edifício.

Centenas de alunos de Licenciatura e Mestrado de Arquitetura participaram nesta recuperação.

Contudo, nos dias de hoje, não estando em ruínas o Convento demonstra bastantes sinais de abandono.

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No exterior não são visíveis grandes vestígios de lixo mas, debaixo da arcada que antecede a entrada para o Convento, o lixo acumula muito por culpa de aves que ali encontraram um local para fazer o seu ninho.

O seu exterior é amplo e as palmeiras, embora de pequena folhagem, com o fundo da planície Alentejana, parece querer transportar-nos para outro lugar.

Este espaço, juntamente com o Cromeleque do Xerez, é muito usado pelos profissionais e curiosos da fotografia noturna.

Sendo um espaço abrigado de poluição luminosa, faz proveito também do edifico para enquadramentos fotográficos que podem ser um sucesso.

Eu próprio tentei a minha sorte, sim, porque a fotografia noturna não é só apontar e carregar no obturador, e enquanto tentei fazer algumas fotos cruzei-me com mais pessoas que lá fotografavam.

Contudo, tive alguma dificuldade porque descobri que existia uma estrada a Sul do Convento que, com carros a percorrer a estrada, é muito provável que a luz dos faróis seja refletida no Convento o que vai fazer com que possa sair demasiado iluminado na fotografia.

Talvez o ideal seja fotografar o mais tarde possível, para também não haver transito, e assim não correr o risco de ter demasiada iluminação na fachada.

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Cromeleque do Xerez

O Cromeleque do Xerez juntamente com o Cromeleque dos Almendres, perto de Évora, deverá ser o que mais parecido que temos com o famoso Stonehenge, em Inglaterra.

Este tipo construção, normalmente exposto em encostas nascente-sul, é um conjunto de diversos menires dispostos em um ou vários círculos, em elipses, em retângulos, em semicírculos ou ainda em estruturas mais complexas como acontece com o Cromeleque dos Almendres.

Este monumento megalítico apresenta um singular formato quadrangular composto por 50 menires de granito, com alturas a variarem entre 1,20 – 1,50 metros, e desenvolve-se em torno de um menir central com cerca de 4 metros de altura que apresenta numa das suas faces diversas marcas, provavelmente de inscrições gráficas.

Identificado em 1969, este cromeleque deverá ter sido erguido no inicio de 4000 e meados de 3000 a.C. estando associado ao culto dos astros e da natureza, sendo considerado um local de rituais religiosos e encontros tribais.

Talvez por estas razões seja um dos locais preferidos para fotografias noturnas de longa exposição.

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Praia Fluvial do Alqueva

Já com um centro de lazer náutico nas margens do maior lago artificial da Europa, desde 2010, o Município de Reguengos de Monsaraz quis aproveitar este espaço, já dotado de algumas infraestruturas como café/restaurante, rampa de varadouro, ancoradouro, instalações sanitárias, duches públicos, parque infantil e zona de merendas, para melhorar não só estas infraestruturas mas para criar a primeira praia fluvial com Bandeira Azul da albufeira de Alqueva.

Este novo espaço vai certamente atrair mais visitantes a este concelho que prima pela típica paisagem alentejana mas também pela paz que aqui se encontra.

Para além de uma área relvada, e mais de 4.000 m² de areal, os banhistas vão encontrar várias zonas de sombra, seja pelas árvores existentes, seja pela colocação de guarda-sóis ou toldos.

Uma rede de vólei fará a delicia dos mais novos no areal e, na água, uma plataforma flutuante convida a banhos relaxantes nas águas calmas de Alqueva.

Na praia vai encontrar, entre outras coisas, painéis de informação da Bandeira Azul (com qualidade da agua, código de conduta, atividades de educação ambiental, edital de praia, mapa da zona balnear e zonas sensíveis), um Parque de Estacionamento com 100 lugares, um Parque Infantil, Posto de Primeiros Socorros, Sanitários Públicos, Duches, Ecopontos, Café/Restaurante.

Tanto o Parque de Estacionamento como toda a área envolvente à praia está preparada para pessoas com mobilidade reduzida.

Para chegar a esta zona balnear do Alqueva é muito fácil. Basta seguir em direção a Monsaraz e depois seguir as placas do clube Náutico/Praia Fluvial e a uns 5 km está no oásis do Alentejo. Abaixo o mapa. Aqui as coordenadas

O Alentejo até agora só tinha uma praia fluvial com bandeira azul que era a a da Mina de São Domingos, no distrito de Beja, pois agora o distrito de Évora já tem a sua raia fluvial com bandeira azul e com todas as condições.

Um investimento avultado, mas sem dúvida bem empregue num Alqueva que para além do aproveitamento para a agricultura do Alentejo e do Turismo náutico pode ser aproveitado para muitas mais praias fluviais neste extenso Lago.

Também um ponto mais nesta praia é ter atrás a vila histórica de Monsaraz que assim na sua visita pode aproveitar o dia na praia fluvial e a noite na vila histórica de Monsaraz.

Só alguns pormenores a considerar:

  • O areal é de areia grossa, assim que quem tem os pés com pele fina vai sofrer ao caminhar aqui.
  • Também é uma zona de algum vento em alguns dias pode acontecer que não consiga segurar o guarda-sol.
  • As temperaturas em pleno Alentejo, no verão, podem subir até perto dos 40 graus, o que quer dizer que de tarde pode ficar muito calor e recomenda-se que tenha os devidos cuidados com a exposição solar.
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Pontos de Interesse a não perder em Monsaraz

1. Ermida de São Bento38.4466331,-7.378754 | 38° 26′ 47.879″ N 7° 22′ 43.514″ W
2. Capela de São João Batista38.4438923,-7.379341 | 38° 26′ 38.012″ N 7° 22′ 45.628″ W
3. Porta da Vila: 38.4445414,-7.3801779 | 38° 26′ 40.349″ N 7° 22′ 48.640″ W 
4. Cisterna
38.4439162,-7.3800179 | 38° 26′ 38.098″ N 7° 22′ 48.064″ W
5. Igreja de Nossa Senhora da Lagoa e Pelourinho38.4431321,-7.3807444 | 38° 26′ 35.276″ N 7° 22′ 50.680″ W
6. Hospital do Espírito Santo e Casa da Misericórdia38.4431311,-7.3808503 | 38° 26′ 35.272″ N 7° 22′ 51.061″ W
7. Capela de São José38.4433693,-7.3806947 | 38° 26′ 36.129″ N 7° 22′ 50.501″ W
8. Castelo de Monsaraz e Fortificação Medieval38.4422591,-7.3817235 | 38° 26′ 32.133″ N 7° 22′ 54.205″ W
9. Convento de Nossa Senhora da Orada38.4547881,-7.3737855 | 38° 27′ 17.237″ N 7° 22′ 25.628″ W
10. Cromeleque do Xerez38.4533739,-7.3710797 | 38° 27′ 12.146″ N 7° 22′ 15.887″ W
11. Praia Fluvial do Alqueva38.4346521,-7.3504965 | 38° 26′ 4.748″ N 7° 21′ 1.787″ W

Outros Pontos de Interesse

Casa da Inquisição: 38.442786,-7.3817031 | 38° 26′ 34.030″ N 7° 22′ 54.131″ W
Igreja de Santiago: 38.4436341,-7.3807598 | 38° 26′ 37.083″ N 7° 22′ 50.735″ W
Museu do Fresco: 38.4432733,-7.3805947 | 38° 26′ 35.784″ N 7° 22′ 50.141″ W
Casa do Juiz de Fora: 38.4441933,-7.380182 | 38° 26′ 39.096″ N 7° 22′ 48.655″ W
Ermida de Santa Catarina: 38.4445473,-7.3717571 | 38° 26′ 40.370″ N 7° 22′ 18.326″ W
Ermida de São Lázaro: 38.4423044,-7.3758667 | 38° 26′ 32.296″ N 7° 22′ 33.120″ W

Mapa

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2 comentários

margarida 11 Dezembro 2018 - 19:40

muito bem feito e muito úti, parabéns

Responder
Nuno Madeira 11 Dezembro 2018 - 22:22

Muito obrigado pelo comentário Margarida 🙂

Responder

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