Candal, aninhada na serra

por Nuno Madeira
Aldeias de Xisto: Candal, aninhada na serra

A Aldeia do Candal é uma das mais acessíveis Aldeias do Xisto na Lousã.

Situada na Estrada Nacional 236 que liga Lousã ao ponto mais alto da Serra (Trevim com o seu fantástico e fotogénico baloiço) e a Castanheira de Pera, esta aldeia dá a conhecer as suas casas em xisto, a eira, a fonte e o lavadouro público, todos testemunhos preservados no tempo.

Aldeias de Xisto: Candal, aninhada na serra

“Mais do que um ponto de apoio, é um reconfortante porto de abrigo para quem sobe ou desce a serra.” e é do cimo das ruas inclinadas e degraus sem fim que a recompensa é maior, com uma belíssima vista sobre o vale.

A grande maioria das habitações dispõe-se na encosta exposta a nascente, e outras dispõem-se ao longo das restantes encostas do vale, convergindo todas para o mesmo ponto.

Tendo em conta a sua acessibilidade privilegiada pela EN236, Candal é muitas vezes considerada a mais desenvolvida das aldeias serranas, e das mais visitadas a par com a Aldeia do Talasnal.

Ao chegar à entrada da aldeia, poderão encontrar a Loja Aldeias do Xisto que também dispõe de cafetaria. Caso tenham chegado a este local vindos da Lousã, terão passado por um edifício branco do lado esquerdo que era a antiga Escola Primária.

Mas existem muitos outros pontos a visitar como o Chafariz, também na base da aldeia, os Moinhos de Água na continuidade da Ribeira de Candal, o Lagar de Azeite, Lavadouro e Represa na rua à direita da Loja Aldeias do Xisto, e o Miradouro de onde é possível apreciar todo este anfiteatro de história.

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Aldeias de Xisto: Candal, aninhada na serra
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Aldeias de Xisto: Candal, aninhada na serra

Subir as ruas inclinadas e de vários degraus é recompensada com a vista do Miradouro. Até lá, passamos por diversas habitações, altas, baixas, recuperadas e outras por recuperar.

Parece um autêntico labirinto histórico que converge para o mesmo local.

Aldeias de Xisto: Candal, aninhada na serra
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Aldeias de Xisto: Candal, aninhada na serra

O nome Candal poderá estar associado à arte de trabalhar a pedra (Cantar a Pedra), que poderá ter originado o nome “Candar”, e depois Candal.

Com uma história comum às restantes aldeias, a fixação da população terá ocorrido na segunda metade do séc. XVII, ou pelo início do séc. XVIII.

Candal é um exemplo à genialidade do Homem perante as irregularidades do terreno, dispondo as edificações de modo a assegurar exposições solares e facilitar os acessos.

Em 1940 a aldeia atingiu o seu máximo histórico de 201 habitantes, onde as suas atividades principais passariam pela agricultura, a criação de animais e o fabrico de carvão.

Aldeias de Xisto: Candal, aninhada na serra
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Tal como a Aldeia do Casal Novo, Talasnal, Cerdeira e Chiqueiro, a Aldeia de Candal também está incluída no Sítio de Importância Comunitária Serra da Lousã – Rede Natura 2000.

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Download do Mapa da Aldeia do Candal

Localização da Aldeia do Xisto Candal

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